Hispamar quer incentivo para baratear banda larga

A banda larga via satélite é cara porque é pouco usada. Tem que haver incentivo do governo para aumentar a escala e derrubar o preço. A afirmação é do diretor técnico da Hispamar, José Edio Gomes, que sugeriu o uso dos recursos do Fundo para Universalização das Telecomunicações (Fust) para subsidiar e baratear o serviço. ?Depois, o subsídio pode ser retirado e mantido só onde não há outra opção de conexão?, disse o executivo, referindo-se às áreas remotas.
Para Gomes, o Gesac (Governo Eletrônico Serviço de Atendimento ao Cidadão) é um dos projetos que dará a economia de escala à plataforma, pois é atualmente uma solução 100% via satélite. Ainda assim, ele disse que seriam necessários outros projetos, possivelmente oriundos das prefeituras com incentivo de empresas privadas ou estatais que atuam em áreas remotas, com serviços de mineração e extração de petróleo, por exemplo.
O Gesac atingiu 3.350 pontos até este mês. A solução é fornecida pela British Telecom, por meio de satélites da Hispamar e Loral. Haverá novo pregão, no final do ano, para expansão do serviço. Nada impede que outra tecnologia saia vitoriosa, mas Gomes não acredita que o satélite seja superado em custo e alcance.
Durante painel na Futurecom em Florianópolis, nesta quinta, 4, último dia do evento, o diretor da Hispamar lembrou que o projeto de inclusão digital na Colômbia, o Compartel, já atende a 9.745 localidades rurais com telefonia comunitária e 4,7 milhões de habitantes do interior com telefonia, 1.097 telecentros nas cidades e 309 telecentros nas áreas rurais. A versão mexicana da inclusão, o Enciclomedia, é um projeto voltado somente às escolas, para acesso a um banco de dados central. O serviço atende a 15.500 instituições de ensino, 33 mil salas de aula e mais de 685 mil alunos e 25 mil professores.

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