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Belo Horizonte deve ser a próxima capital a ligar o 5G; confira as demais

As próximas capitais que deverão ter o 5G ligado após Brasília deverão ser Belo Horizonte primeiramente, seguida de Porto Alegre e São Paulo. Vai depender da viabilidade técnica e dos resultados obtidos com a ativação na capital federal nesta semana, segundo o conselheiro Moisés Moreira, presidente em participação no TeletimeTec, evento organizado por TELETIME nesta segunda-feira, 4. 

Moreira ressaltou que dependerá sempre da liberação do grupo que acompanha a faixa, o GAISPI (no qual é presidente), declarando ter cautela antes de cravar uma data. Uma reunião extraordinária foi convocada pelo conselheiro para esta segunda-feira, 4, mas o caso das demais capitais deverá ser debatido na semana que vem. “Vamos ligar em Brasília e vamos aguardar mais um mês [para observar e debater os resultados], talvez na próxima reunião ordinária do GAISPI, para o dia 13, quarta-feira da próxima semana”, colocou ele. 

“Pode ser que autorize, desde que tenha equipamentos. Não dá para instalar, retirar e instalar de novo, os recursos são limitados”, declarou Moreira ao ser perguntado se um eventual problema provocasse a necessidade de desligamento do 5G. 

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O conselheiro reforça que, segundo a Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz, “tudo indica que Belo Horizonte seja a próxima”. Para a cidade de São Paulo há a preocupação com a grande quantidade de estações profissionais de serviço fixo de satélite (FSS), considerado por ele como o maior problema. “Quanto mais, mais complicado”. 

Terá de ser levantado o número de estações cadastradas para a instalação de filtros, bem como a necessidade de coordenação com sistemas de aviação. O conselheiro conta que em Brasília, a EAF instalou duas antenas nas imediações do aeroporto, mas que a segunda acabou dando problema e foi trocado. Esse diálogo é feito com o Departamento de Controle do Espaço Aéreo Brasileiro (DECEA), que também será acionado nas demais capitais, como Belo Horizonte.

Dificuldades

Moisés Moreira colocou que é possível que capitais possam ter o prazo antecipado como Brasília, desde que o GAISPI aprove. Isso dependerá dos trabalhos técnicos, que ele considera indicar essa possibilidade. O trabalho tem sido centrado nas capitais porque o prazo é exíguo, mas ele entende ser possível. “Não vejo ser preciso talvez atrasar em outras capitais”. 

O conselheiro conta que a experiência em Brasília acabe facilitando a instalação e limpeza da faixa. Para a capital amazonense, contudo, a previsão é menos animadora. “Em Manaus tem uma estação master que pode ser mudada, e isso custa muito e demanda muito tempo”, colocou. 

Sem dados de TVRO

Moreira também diz que o Gaispi e a EAF ainda não têm como dimensionar com precisão a quantiade de kits que serão necessários para a migração dos usuários de TVRO da banda C para a banda Ku. Isso porque é preciso fazer o cruzamento dos dados do Cadastro Único. Ele exemplificou com Brasília: “quando começamos a campanha informando que os beneficiários teriam direito, a EAF recebeu mais de 400 ligações, mas se constatou que as pessoas não tinham banda C em casa”. Ele destaca que as estimativas da Anatel foram basedas na pesquisa Pnad do IBGE, e que o número inicialmente projetado (8 milhões) pode estar errado para “menos ou para mais”, e que isso é difícil de se estimar nesse momento. Mas segundo Moreira, esse não deve ser um impeditivo para o desligamento, já que o edital pede apenas que as campanhas tenham sido inciiadas e que a EAF esteja pronta para fazer a troca do kit de recepção de quem solicitar em cinco dias.

Antecipação

Conforme disse Moisés Moreira, as cláusulas do edital do 5G têm força de lei, e por isso não podem ser flexibilizadas. Por isso, diz que a proposta do conselheiro Vicente Aquino de antecipação do cronograma onde for possível é louvável, mas poderia não ser exequível, tanto do ponto de vista de prazos quanto de recursos. 

Depois da primeira etapa, as cidades acima de 500 mil habitantes deverá ter o 5G liberado em janeiro de 2023. “Dentro do edital tem a obrigação, e as cidades são prioridade. O trabalho da EAF pode ser flexível e mais dinâmico. Terminando as capitais, [a entidade] pode dividir o Brasil em regiões e focar na mitigação do FSS e migração das parabólicas”, colocou Moreira, citando os pequenos provedores que também poderiam ter essa antecipação.

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