Segundo diretor da Oi, gestão própria da rede interna permitirá maior qualidade de serviços

Segundo o diretor de operações da Oi, José Claudio (Naval) Gonçalves, a decisão da empresa de assumir totalmente a gestão da rede interna foi tomada com foco na qualidade de serviços e na necessidade de manter um processo de capacitação constante da equipe, com vistas a novas tecnologias. Ele explica que a gestão da rede interna seguia um modelo de terceirização desde 2002, com contratos divididos entre Nokia Siemens Networks (região 1) e Alcatel-Lucent (região 2), mas que desde o começo do ano o comitê de tecnologia da empresa (que já era presidido por Zeinal Bava, hoje CEO da empresa), em conjunto com a diretoria, avaliaram que era o momento de mudar essa diretriz. "Foi um processo que tomou algum tempo de planejamento, pois é uma mudança de filosofia muito grande, mas importante para assegurar a nossa preocupação com a qualidade e excelência de serviços", diz Naval.

O processo de incorporação dos cerca de 4,5 mil profissionais que já atuavam na manutenção da rede por meio das empresas terceirizadas também foi complexo, sobretudo porque foi feito em apenas dois meses. "Internalizamos tudo, incluindo as equipes que cuidam da manutenção de geradores e sistemas de ar condicionado dos sistemas de rede interna". A rede interna é o core da operação, é onde estão as grandes centrais de comutação, roteadores e sistemas de gerenciamento de tráfego, plataformas de transmissão, satélite etc. Por isso a Oi decidiu que não poderia deixar isso na mão de equipes terceirizadas. "Em termos de custo, a mudança será mínima, porque também deixaremos de ter contratos terceirizados. Mas a nossa avaliação foi com foco nos ganhos de qualidade", disse o diretor. Segundo ele, não há planos de internalizar também a gestão da rede externa.

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