Oi renova plataforma de conteúdo OTT com personalização

Junto com o reforço da estratégia no serviço de banda larga fixa baseada em fibra até a residência (FTTH), a Oi também apresentou nesta terça, 4, sua abordagem para o serviço de vídeo, considerando a oferta convergente de IPTV, mas com maior foco no over-the-top (OTT). A operadora renovou a plataforma Oi Play, que além de novo design, traz agora mais conteúdo e integração com diversos serviços on-demand e de programação linear. Mas uma grande diferença é que isso estará disponível também para não assinantes da TV paga e poderá ser montado de forma personalizada, diferente da grade linear do serviço tradicional.

Chamada de "Para Trocar", a personalização funcionará dentro de um modelo de troca de "plays", uma espécie de crédito virtual atribuído a cada "canal" ou serviço. O cliente pode contratar a banda larga fixa (ou o serviço móvel pós-pago) sem nenhum adicional, ganhando 25 plays. Além de poder escolher o que quiser no menu de serviços, o usuário poderá trocar – por exemplo, dois canais, que valem 5 plays cada, por um de 10 plays. Também será possível adquirir mais conteúdos por R$ 25 a mais, se assim optar.

A intenção da operadora é a de oferecer uma liberdade de escolha de empacotamento que não é possível na TV paga. "É uma funcionalidade que não vemos em outro lugar – a gente achou apenas na Dinamarca uma experiência assim", afirmou o diretor comercial da Oi, Bernardo Winik. 

A plataforma OTT está disponível em smartphones e tablets, mas também passou a ser oferecida como app em smart TVs – inicialmente as da Sony, por contar com o sistema operacional Android, mas já está em desenvolvimento também para modelos da LG e Samsung. O serviço tem possibilidade de assinatura e aluguel de conteúdos, compatibilidade com o Chromecast, dez canais ao vivo (com promessa de "crescer muito nos próximos meses"), YouTube integrado e gravação remota no IPTV – neste último caso, para quem também é assinante da TV paga. 

A ideia é lançar no terceiro trimestre deste ano novidades como a versão do aplicativo para consoles de videogame, além de funcionalidades como download, pagamento por cartão de crédito, autenticação única para todos os serviços (apesar de a maioria já contar com isso desde já), cloud DVR a la carte e recurso de catch-up (chamado de "Outra Vez", que permite voltar a programação linear).  

O lançamento para usuários em geral – ou seja, para os que não são clientes da tele em nenhum outro serviço – também está nos planos. "Vamos fazer no segundo semestre o lançamento do Oi Play com função de pagamento via cartão de crédito para os que não são clientes da Oi, nem na banda larga, nem na mobilidade", comenta o diretor de marketing da operadora, Roberto Guenzburger. "Isso faz com que toda a nossa base de clientes elegíveis saia de 8,9 milhões em 2018 para toda a população brasileira, todas as classes sociais que tenham acesso ao cartão de crédito", destaca. 

Hardware

Para reforçar a estratégia de virar um HUB de OTTs, a operadora passará a vender um set-top box próprio, fabricado pela Elsys e baseado no sistema Android TV. Custando "menos da metade do preço de uma Apple TV" (que sai por cerca de R$ 1 mil no varejo brasileiro), o aparelho terá na página inicial o conteúdo da Oi Play em destaque, com "curadoria de inteligência artificial". O hardware traz ainda serviços como Netflix, YouTube, Fox e outros, além de acesso a aplicativos da PlayStore e recurso de Google Assistant. Guenzburger diz que essa caixinha servirá como produto complementar ao próprio aplicativo que será disponibilizado para smart TVs. 

Na plataforma de IPTV, também haverá nova interface e com oferta de 20 mil títulos (enquanto o Oi Play tem 40 mil). No segundo semestre, a Oi lançará uma versão com conexão Wi-Fi e compatível com 4K, além de integração com aplicativos, como YouTube e Netflix. 

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