Fibra ótica se torna principal meio de acesso na banda larga fixa brasileira

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Foto: Pikerepo

As estatísticas de janeiro do mercado de banda larga fixa (SCM) divulgadas pela Anatel revelaram que a fibra ótica se tornou a principal forma de acesso ao serviço no País. Ao fim do primeiro mês de 2020, 10,347 milhões de contratos eram habilitados pela tecnologia, em alta mensal de 1,2% e anual de 71,1%.

Dessa forma, os acessos em fibra ultrapassaram os realizados via xDSL, que somaram 9,958 milhões (queda mensal de 3,7% e anual de 22,9%) em janeiro. Já o chamado cabo coaxial seguiu responsável por 9,590 milhões de contratos (em estabilidade frente dezembro), enquanto o serviço de banda larga via rádio foi utilizado por 2,061 milhões de clientes (queda de 8,8% no mês e de 12,6% em um ano).

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Apenas na fibra ótica, os contratos das prestadoras de pequeno porte (PPPs) chegaram a 6,133 milhões (queda de 0,5% em um mês), ou 59% de toda a base da tecnologia no País. Já entre as empresas com poder de mercado significativo, houve alta mensal de 3,8% nos acessos do gênero, para 4,213 milhões; o lançamento da tecnologia tem sido parte central da estratégia das principais operadoras do País.

Consolidado

De modo geral, todo o mercado brasileiro de banda larga fechou janeiro de 2020 com 32,468 milhões de acessos reportados à Anatel. Frente dezembro de 2019, houve queda de 1,4% (apesar de alta de 3,4% em um ano).

Mais uma vez, é possível que parte da queda seja justificada pela subnotificação: neste mês, o próprio dado total de dezembro foi atualizado pela agência (de 32,6 milhões para 32,9 milhões) na medida que mais empresas reportaram as informações corretamente. Em outubro de 2019, 33,2 milhões de contratos chegaram a ser informados pela Anatel.

No caso das PPPs, houve queda de 2,7% na base em janeiro ante dezembro, para 9,960 milhões de acessos (ou cerca de 280 mil contratos a menos); vale lembrar que o segmento dos provedores regionais é que mais enfrenta desafios de subnotificação.

Grandes grupos

Líder individual do mercado de banda larga, a Claro fechou janeiro com 9,602 milhões de contratos em todas as tecnologias. O volume representou uma leve alta na comparação com dezembro passado (0,2%) e um salto de 2,5% frente janeiro de 2019. Especificamente na fibra ótica, houve alta de 7,4% na base de clientes, de 267,8 mil para 287,7 mil acessos.

Na Vivo, os acessos em fibra cresceram 1,6% no mês de janeiro, de 2,591 milhões para 2,633 milhões. Já considerando o total das tecnologias, houve queda de 1,1% na base da empresa (para 6,943 milhões), acompanhada de recuo de 8,2% em um ano.

A Oi fechou o primeiro mês de 2020 com 5,135 milhões de contratos, ou queda mensal de 2,3% e anual de 13,6%. Assim como a Vivo, porém, o resultado da empresa na fibra ótica foi positivo em 8,1% na base mensal: foram 1,100 milhão de acessos ante 1,018 milhão em dezembro de 2019.

Já a base total da TIM aumentou 1,3% em janeiro, para 591 mil acessos: especificamente na fibra ótica, houve adição de cerca de 10 mil clientes, para 191 mil (alta de 5,6%). Enquanto isso, a base de fibra da Algar somou quase 15 mil novos acessos em janeiro, em alta de 4,3%, para 362 mil clientes; no total, houve salto de 0,6%, para 618 mil contratos.

Velocidades

Seguindo tendência demonstrada nos últimos meses, os contratos de banda larga com velocidades acima de 34 Mbps cresceram novamente em janeiro: 14 milhões de clientes contam com o nível de serviço, ou alta de 4,5% ante dezembro e de 64,7% em um ano. Ainda assim, 7,597 milhões de consumidores ainda possuem contratos com velocidades entre 2 Mbps e 12 Mbps.

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