4G sozinho não dará conta da demanda por dados, diz pesquisa da Amdocs

As operadoras têm experimentado uma desaceleração no 3G à medida que a rede LTE absorve o tráfego. Apesar de o 4G aliviar a saturação nas outras tecnologias, isso não significa que continuará assim sempre. Segundo levantamento da Amdocs divulgado nesta quarta, 4, a demanda e a evolução tecnológica provocariam "os mesmos desafios de congestionamento de tráfego que tinham em redes legadas". Segundo a pesquisa, as operadoras podem continuar a investir em aumento de capacidade de redes 4G ao "salvaguardar recursos custosos e finitos, como o espectro", com o refarming, por exemplo, ou com soluções de otimização e automação.

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A concentração do consumo de dados também é uma constatação: os usuários mais ávidos (heavy users) consomem de três a cinco vezes mais dados por sessão do que a média. Isso significa que 10% de toda a base consome 80% de todos os dados trafegados na rede. Junto com consumo de voz, esse percentual chega a 65%. A saída: identificar os grupos e oferecer soluções de offload para aliviar a demanda em redes macro.

Da mesma forma, o consumo é desproporcional em uma cidade: 20% das localidades geram 80% do tráfego de rede. Há também a questão sazonal: eventos provocam um aumento de demanda de 50% graças ao fenômeno da segunda tela. A Amdocs diz que, em certos casos, isso gera um crescimento na demanda em 20% para a cidade inteira. Por outro lado, o tráfego de voz cai pela metade nessas ocasiões. A empresa avalia que a alocação automática e dinâmica da capacidade de rede seriam a solução.

O consumo de dados em espaços internos (indoor) tem crescido 20% mais rápido do que em ambientes externos, o que garante que 80% de todo o tráfego aconteça indoor. A Amdocs diz que a estratégia de operadoras tem que mudar, focando mais nesse tipo de cobertura com soluções de sistemas de antenas distribuídas (DAS), small cells ou offload via Wi-Fi.

Dobro do consumo

Na comparação com o levantamento de dezembro de 2013 para dezembro do ano passado, houve um crescimento de tráfego de dados na ordem de 100%. A Amdocs diz que não somente maior navegação e consumo de vídeos, mas também uploading de conteúdo para sites como Facebook e YouTube.

O consumo poderia ser ainda maior se não houvesse interrupções no serviço. O levantamento alega que 80% das quedas nas ligações e 50% dos problemas de throughput de dados são originados na camada de acesso de rádio (RAN). Para corrigir isso, as teles precisariam ser proativas em descobrir os problemas de congestionamento e as áreas com cobertura pobre, além de identificar áreas com serviço de sobra, para reorganizar a infraestrutura.

Aparelhos

A pesquisa da Amdocs diz ainda que o iPhone 6 Plus consome 40% mais dados do que o iPhone 6, enquanto este consome 20% mais do que o iPhone 5S. O levantamento afirma também que os donos de aparelhos da Apple consomem 50% mais dados do que os donos de Android. Vale lembrar que o sistema do Google está presente em uma gama muito maior de aparelhos, incluindo os de entrada, que consomem menos dados – enquanto os da Apple são high-end.

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