Lobbies envolvendo Embratel chegam à cúpula do PT

As pressões sobre o PT para que o partido tome uma posição em relação ao futuro da Embratel estão cada vez mais fortes. Há duas semanas, na Granja do Torto, Lula e Antônio Palocci ouviram algumas opiniões sobre o que fazer com a tele. A preocupação da cúpula do PT teria vindo do próprio presidente Fernando Henrique, alertado pelo ministro Juarez Quadros. Por outro lado, Luiz Gushiken recebeu na semana passada a versão da Embratel sobre o tema, assim como os deputados Walter Pinheiro e Jorge Bittar, sempre tendo como interlocutora Purificación Carpinteyro, diretora da tele. Já a Telefônica manifestou suas posições para Walter Pinheiro, Palocci e Bittar. A Telefônica, como se sabe, negocia ao lado de Brasil Telecom e Telemar a aquisição da empresa de longa distância, em uma operação que, segundo a Folha de S. Paulo, envolveria posteriormente a compra das redes de cabo da Net e TVA.
A questão é saber se a situação da Embratel é tão emergencial assim, de modo a justificar tanta movimentação. Há quem aposte que não, e provavelmente é isso que a Anatel deve passar para a equipe de transição do PT, com quem se reúne essa semana. Uma das opiniões já manifestadas a Lula, vinda de um ex-dirigente de uma empresa de telecomunicações muito ligado a Palocci, é contundente: o sistema de telecomunicações do País continua funcionando com ou sem Embratel, e não haveria razão para forçar a sua venda para as teles fixas nem para a reestatização. Por outro lado, a empresa é hoje peça chave para as comunicações do governo (Forças Armadas e órgãos públicos) e para a rede pública de televisão.

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