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SES é cética com sistemas LEO e esclarece iniciativa com agência europeia

Constelação O3b mPower da SES

O interesse da SES nas constelações de órbita baixa (LEO) não tem ligação com aplicações como as da Starlink ou a OneWeb, mas sim um foco em pesquisa e desenvolvimento junto com a Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês). A operadora satelital informou ao TELETIME esclarecimentos após matéria publicada nesta semana, citando declaração dada durante o Congresso Latinoamericano de Satélites. 

A companhia baseada em Luxemburgo se diz cética sobre a sustentabilidade financeira e o modelo de negócio nas constelações LEO, mas que isso não impede “aplicações específicas no futuro”.

De acordo com a assessoria de imprensa da empresa, o projeto citado vice-presidente sênior de satélites, Neliton Vasconcelos, é uma iniciativa da ESA chamada Eagel-1. Trata-se de um projeto plurianual que visa desenvolver o sistema de telecomunicação com criptografia quântica (Quartz). Desde 2018, a SES lidera o consórcio de dez participantes da iniciativa para o sistema de cibersegurança baseado em satélites de próxima geração. 

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Assim, a operadora afirma que o projeto com a agência europeia em LEO se trata do primeiro sistema de validação em órbita da distribuição de chaves quânticas para a comunicação criptografada. A empresa ressalta que se trata de uma iniciativa maior da ESA e que é apoiada por outros países da União Europeia. O projeto referente a esse recurso de cibersegurança em satélite de órbita baixa ainda não foi anunciado coletivamente.

FCC

Por sua vez, a menção à aplicação de registro de sistema LEO na agência norte-americana, a Federal Communications Comission (FCC), é feito para “garantir a proteção do espectro”, mas não significa que a empresa começará a construir uma constelação em um futuro próximo. 

Posicionamento

Confira o que diz a SES a respeito das órbitas baixas em posicionamento enviado a este noticiário:

  • A SES permanece bastante cética sobre a economia de grandes constelações LEO e acredita que é um desafio encontrar o modelo de negócio mais adequado. No entanto, como parte de uma rede geral, uma constelação LEO pode ser interessante para aplicações específicas no futuro. 
  • O arquivo LEO FCC mais recente cria flexibilidade para a SES à medida em a que a companhia aumenta sua rede de órbitas múltiplas.
  • No entanto, o foco da SES está na construção da rede GEO-MEO com os lançamentos do O3b mPOWER e do SES-17 no próximo ano. A SES acredita firmemente na estratégia de órbita múltipla e, em última análise, deseja fornecer serviços flexíveis baseados em satélite que sejam mais adequados para as aplicações dos clientes. Com mais de 50 satélites GEO e 20 satélites MEO hoje, a SES tem sido capaz de alternar serviços entre diferentes órbitas para atender às necessidades de negócios dos clientes.

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