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Feninfra: é preciso qualificar mão-de-obra para a implementação do 5G

A presidente da Federação Nacional de Call Center, Instalação e Manutenção de Infraestrutura de Redes de Telecomunicações e de Informática (Feninfra), Vivien Suruagy, estima que nos próximos anos, o mercado de TIC tem a previsão de contratar 1,2 milhão de profissionais. Isso porque com a chegada do 5G, combinada com a necessidade de implantação de infraestrutura pelo País, existirá uma alta demanda por mão-de-obra. Por isso, é preciso formar pessoas para esses postos de trabalho.

Segundo a Suruagy, novos processos de negócios e o uso da tecnologia estão na agenda do dia da transformação digital brasileira. “A ideia é que com 5G teremos, até 2030, R$ 11 bilhões em negócios. Precisamos colocar conectividade e fibra em todo o país.  A ampliação das redes de fibra, a chegada do 5G e os novos modelos de negócios das operadoras demandam novos profissionais. E mais banda larga vai significar abertura de mais empresas e mais contratações”, explicou a executiva no evento Feninfra Live nesta sexta-feira, 3.

Para tanto, contudo, será preciso manter a desoneração na folha. Em outro painel pela manhã no evento organizado pelo TELETIME, Suruagy destacou que o custo sobre a tributação em cima da folha é de 60% sobre o faturamento, o que resultaria em aumento de cerca de 7,5% nas despesas. No momento em que se tomam decisões de investimentos, argumenta, isso significaria uma “quebra generalizada” para empresas. “Em vez de criarmos um milhão de empregos, sem a desoneração demitiremos 520 mil profissionais em telecom e call center”, alerta, destacando que, em pelo menos 20 estados, o setor é o maior empregador do setor privado.

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Política pública

A partir da demanda com a chegada do 5G, será preciso formar um grande contingente de profissionais para supri-la. Esta é a preocupação não só das empresas do setor, mas também de setores do governo e da área educacional.

Segundo o Paulo Alvim, secretário de produtividade e empreendedorismo do MCTI, a pandemia acelerou o processo de transformação digital. “O indicador concreto disso é que o setor cresceu em 2020 e contratou quase 50 mil novos profissionais”, disse no evento. Alvim lembrou que no Brasil existem cerca de 40 mil pessoas sendo capacitadas em TIC, sendo 10 mil presenciais e 30 mil em EAD, por meio de parcerias entre a pasta e as empresas.

“Eu posso garantir que na gestão do ministro Marcos Pontes, essa é a orientação do MCTI: buscar parcerias para capacitação e treinamento. Somos parceiros da Huawei em diversas iniciativas. E estamos sendo procurados por um grande conjunto de pequenas e grandes empresas para realizar parcerias, para fornecer capacitação profissional para a área de tecnologia”, afirmou.

Uma dessas parcerias é com o Inatel. Segundo Carlos Nazareth Motta Marins, diretor do instituto, o centro de formação tem projetos com o MCTI focado no 6G. “Daqui a 10 anos, vamos precisar de pessoas e profissionais focados nessa tecnologia”, disse. Marins também lembrou que o Inatel tem cursos de programação formando jovens para estimula-los a seguir uma boa carreira na área de tecnologia. “Hoje temos tecnologia nacional para o 5G. Temos testes feitos com um modem usado em white space. Temos o orgulho de dizer que quando uma estação radio base é instalada, temos ali um trabalhador formado por nós”, disse Marins, um dos participantes do evento Feninfra Live.

Laboratórios FTTH

O direto de relações institucionais da Huawei, Bruno Zitnick, afirma que a empresa está sintonizada com as demandas do mercado e por isso, preparou dois laboratórios de Fiber To The Home (FTTH) para formar pessoas em um curto espaço de tempo para logo ingressarem no mercado. “Devemos ter gente capaz de preparar as redes das operadoras para o 5G. Para que isso aconteça, precisamos de profissionais qualificados para atender essa demanda. O mercado vai apresentar essa demanda”, disse.

Para Jefferson Manhães de Azevedo, vice-presidente do Conif e reitor do Instituto Federal Fluminense, essas instituições podem ser grandes parceiras desse processo de formação. “Nós somos uma experiência de uma política pública para desenvolver todo o Brasil. Nós temos unidades em centros produtivos de agronegócios, no sertão, etc. Somos 661 unidades em todo o Brasil. O modelo de educação profissional e tecnológico construído passa pelo desenvolvimento tecnológico. E remos 13 polos de inovação. Destaco o do Ceará, focado em sistemas embarcados e mobilidade digital”, explicou Azevedo.

Games também estão no jogo

Patrícia Ellen, secretária de desenvolvimento econômico do governo de São Paulo, diz que a política pública visa integrar empreendedorismo, ensino e tecnologia. Ellen disse que o estado pretende investir R$ 14 bilhões para inovação e qualificação profissional. “Quando falamos de tecnologia, temos vários níveis. Temos ainda uma área de games, que envolve design virtual. Nessa parte de games vamos lançar novidades em breve. (…) Temos R$ 2 bilhões para investir nessa área. Usuários de games são um universo paralelo que cresceu com a pandemia. Começamos a apoiar os gamers com bolsas, e estamos criando uma semana do game”, disse a secretária.

Além disso, Patrícia Ellen disse que hoje o governo de São Paulo tem uma universidade virtual, a Univesp. “Temos uma plataforma que capacita mais de 200 mil alunos, com ensino técnico e profissionalizante. E temos uma parceria com o Mercado Livre em um programa de vendas online. Ofertamos 100 mil vagas para vendedores”, disse. (Colaborou Bruno do Amaral)

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