Ações da Nokia sobem e analistas mostram incertezas sobre o futuro da Microsoft

Após o anúncio da compra da área de dispositivos e serviços da Nokia pela Microsoft, as ações da Nokia Corporation na bolsa de valores de Nova York tiveram um aumento de 31% até o final da tarde desta terça-feira, 3, chegando a US$ 5,58. As ações da Microsoft, no entanto, tiveram uma queda de 5%.

Por enquanto, a Microsoft e a Nokia do Brasil não se posicionaram localmente sobre a aquisição. Analistas internacionais comentaram sobre as implicações do acordo para ambas as empresas, uns mais otimistas em relação ao futuro delas, e outros nem tanto. Mas em um ponto há concordância: a aquisição representa um final simbólico para a indústria de celulares conhecida até hoje.

Segundo Tony Cripps, analista principal de dispositivos da Ovum, apesar de a Microsoft ser a mais preparada empresa de tecnologia de consumo para competir com a Apple e a Samsung, ela ainda terá o desafio de alcançar o volume de smartphones embarcados das duas gigantes. Outra dúvida que Cripps levanta é se os elementos oferecidos pela Microsoft aos consumidores conseguirão ficar equiparados aos recursos dos rivais.

Para Ronan de Renesse, principal analista da Analysys Mason, a aquisição terá um impacto limitado em curto e médio prazo. Com a parceria da Nokia e a Microsoft para os smartphones Lumia, a equipe e os produtos dessa linha deve continuar pelo próximo ano. Para ele, a maior oportunidade para a Microsoft está nos países em desenvolvimento, com o portfólio de feature phones da Nokia.

Stephen Elop

A consultoria Strand Consult mostrou ser a mais radical em relação à aquisição. Ela divulgou, em comunicado, que o acordo representa uma perda para a Finlândia e que a Nokia não entregou bons resultados por culpa do CEO Stephen Elop. A consultoria justifica a afirmação com o fato de que o valor de cada ação da Nokia era de oito euros quando Elop assumiu o cargo e que, agora, valem cerca de quatro euros.

O anúncio da desistência do Symbian pela Nokia em 2011 e o início da parceria com a plataforma da Microsoft são vistos como erro pela consultoria, pois o momento era de vendas prósperas para os celulares com o antigo sistema operacional.

A Strand Consult chega até a sugerir a ironia do fato de Elop, que trabalhou na Microsoft anteriormente, não ter conseguido alavancar os resultados da Nokia e agora voltar a ter um posto na Microsoft. O substituto do CEO da Microsoft, Steve Ballmer, que vai se aposentar em 2014, ainda não está definido. A consultoria avisa: “Se Elop conseguir o cargo e gerenciar a Microsoft da maneira que gerenciou a Nokia, então que Deus ajude os acionistas da Microsoft.”

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