Sinstal critica Anatel e volta a cobrar reunião para discutir qualidade da telefonia

O Sinstal, entidade que representa empresas de instalação e manutenção de redes de telecom, criticou a decisão da Anatel de liberar as habilitações de linhas móveis das operadoras TIM, Claro e Oi sob a condição de elas anteciparem em R$ 4 bilhões a previsão de investimentos no País.

Em nota, a entidade sinalizou que teme uma realocação de recursos por parte das teles, provocando uma eventual revisão nos valores pagos às terceirizadas. “Convenhamos que o montante provavelmente não estava nos planos das empresas, o que nos leva a concluir que os demais agentes da cadeira produtiva poderão sentir os reflexos desta resolução. É o caso das prestadoras de serviços”.

Segundo a entidade, para que o problema tenha uma solução efetiva é preciso que o órgão regulador mantenha conversas não apenas com as operadoras, mas também com seus fornecedores e outros agentes dessa cadeia. “Durante 2011, a agência foi alertada pelo Sinstal de que haveria prejuízos ao consumidor brasileiro caso fossem mantidas determinadas pressões contra os fornecedores de mão de obra especializada, contratados das operadoras”.

De acordo com o Sinstal, à época, parte das prestadoras de serviços não conseguia manter os custos dentro do limite da sustentabilidade, “resultando na contratação de trabalhadores pouco qualificados e despreparados para fazer frente aos planos de expansão do mercado nacional”.

O Sinstal argumenta também que a Anatel, sobre a proposta de uma reunião, “recusou-se a se posicionar diante do problema, alegando não ser sua competência ‘mediar solução de algo que afeta unicamente à gestão interna das empresas prestadoras de serviços’. Passado um ano, entretanto, a agência resolveu intervir de maneira unilateral e abrupta sobre uma cadeia de serviços que  envolve cerca de 5 mil empresas e 700 mil trabalhadores, sem considerar as consequências ainda mais danosas que tal medida pode provocar à qualidade no atendimento”.

Diante da recente decisão do órgão, o Sinstal voltou a pedir uma reunião com a Anatel e aguarda resposta.

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