TIM tem prejuízo de R$ 15,25 milhões

A TIM Participações S.A. registrou um prejuízo líquido de R$ 15,25 milhões no segundo trimestre de 2009. O resultado, embora negativo, foi melhor que o apresentado no mesmo período do ano passado, quando o prejuízo fora de R$ 66,3 milhões. Entre janeiro e março, a empresa também havia fechado no vermelho, com prejuízo de R$ 144 milhões.
A receita bruta da TIM aumentou 1,1% na comparação anual entre trimestres, alcançando R$ 4,5 bilhões. O crescimento foi puxado pela receita de serviços de valor adicionado (SVA), entre os quais está incluído o acesso à internet pela rede celular: o faturamento desse segmento aumentou 21,7% em um ano, atingindo R$ 483,3 milhões, ou 12,3% da receita bruta de serviços. Merece destaque também o crescimento da receita com mercadorias: alta de 42,9% na comparação com o mesmo período do ano passado, alcançando R$ 573,3 milhões. Isso reflete a mudança estratégica da operadora, que voltou a dar ênfase na venda de aparelhos celulares e fechou contratos de exclusividade para modelos de diversos fabricantes.
O Ebitda da TIM foi de R$ 736 milhões no segundo trimestre, o que representa um crescimento de 15,5% frente ao mesmo período do ano passado. A margem Ebitda subiu 2,3 pontos percentuais, alcançando a marca de 22,3%.

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Ao fim de junho, a dívida bruta da companhia era de R$ 3,67 bilhões, sendo 68% de longo prazo. Com caixa e disponibilidades de R$ 773 milhões, a dívida líquida da TIM era de R$ 2,9 bilhões no fim do trimestre, valor 4% menor que na mesma data em 2008.
Base de clientes
A TIM encerrou o semestre com 37,8 milhões de assinantes, o que significa um aumento de 11,9% em 12 meses. Desse total, 31,6 milhões são pré-pagos e 6,2 milhões, pós-pagos. O serviço TIM Web, de acesso à internet pela rede 3G, alcançou 500 mil usuários ao fim de junho.
O market share da operadora caiu de 25,4% para 23,7% em um ano. Porém, quando comparado com o primeiro trimestre, houve um crescimento de 0,2 ponto percentual no market share da operadora, sinalizando que sua tendência de queda de participação pode ter chegado ao fim. A empresa destaca em seu balanço que a quantidade de adições líquidas (1,73 milhão no segundo trimestre) cresceu 34,9% em relação ao desempenho no mesmo período do ano passado e 149% em comparação com o primeiro trimestre do ano, já excluído o 1 milhão de linhas desativadas entre janeiro e março.
A receita média mensal por usuário (ARPU) foi de R$ 26,6 entre abril e junho, valor 2,1% superior ao registrado no primeiro trimestre, mas 11% menor que o verificado no mesmo período de 2008. A queda anual é atribuída, entre outros motivos, à perda de clientes pós-pagos no período.

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