TIM, GVT, Embratel e Vivo terão 2,2 mil km de fibras compartilhadas no Centro-Oeste em setembro

A TIM tem uma estratégia agressiva de utilizar a mesma infraestrutura de fibra para backhaul de LTE e acesso fixo FTTC (Fiber-to-the-Curb), mas para conseguir uma abrangência maior, promove o compartilhamento. A proposta da operadora para conseguir regionalizar o acesso de banda larga foi reiterada nesta quarta, 3, quando a empresa anunciou na conferência Broadband Latin American, em São Paulo, que o consórcio para atendimento na região Centro-Oeste com mais três operadoras deverá ser entregue em setembro.

De acordo com o diretor de rede fixa da operadora, Cícero Olivieri, o consórcio entre a TIM, GVT, Embratel e Vivo deverá entregar 2.200 km de fibra ótica para 30 pequenas e médias cidades na região entre as capitais Campo Grande, Cuiabá e Goiânia. "A maioria das competidoras não conseguia chegar a essas cidades e (o acesso) não se viabilizaria se fosse apenas uma (operadora)", explicou ele. O investimento conjunto é de US$ 75 milhões e deverá permitir a chegada do serviço de 4G nessa área.

A estratégia de compartilhamento já foi utilizada na linha que liga o anel ótico da operadora à região Norte, no programa que a TIM chama de "Fiber to the Jungle", realizado em parceria com a Telebras e a Vivo com investimentos de US$ 250 milhões. "Terminamos o linhão Manaus-Tucuruí, só falta entregar a parte de Macapá", diz Olivieri. No entanto, ele diz que o trecho de 50 km para chegar à capital amazonense enfrenta problemas por conta de licenças ambientais. "Foi mais fácil construir o linhão do que esse último trecho. Se não juntarmos esforços assim, não conseguiremos regionalizar", conta. No linhão por dentro da floresta, são 1.800 km de fibra, totalizando 2.500 km junto com o trecho da região metropolitana de Manaus com o cabo OPGW. Graças ao backhaul, a capital receberá até o final do ano o LTE comercial.

Somando o Fiber to the Jungle, a rede da Intelig e da AES Atimus, a TIM completa neste ano 46 mil km de fibra no total da rede. Para 2016, a operadora tem o projeto de fechar o anel ótico, no que chama de Ocean LD Backbone, e sua malha ótica será expandida para um total de 65 mil km no Brasil. Olivieri justifica o foco nos cabos óticos: "A fibra te coloca sem limite de capacidade, então é um investimento de longo prazo".

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