Anunciantes e agências ainda precisam afinar sua atuação em mobile marketing, dizem especialistas

O mercado de mobile marketing ainda está em desenvolvimento e tem muito potencial para ser explorado. É o que os especialistas da área concluíram em um evento da Mobile Marketing Association (MMA) nesta quarta-feira, 3.

Uma pesquisa de maio deste ano da associação mostrou que o ecossistema de mobile marketing contribuiu em US$ 139 bilhões para a economia dos Estados Unidos em 2012, e a expectativa é de que esse valor cresça a uma taxa acima de 50% ao ano, atingindo US$ 400 bilhões em 2015.

"Hoje, o problema está no uso das mídias corretas para atingir as pessoas certas. A forma de venda da publicidade móvel é igual à forma da publicidade digital, e não se deve tratar o mobile como a web”, diz Fabiano Destri Lobo, diretor da MMA para América Latina.

Maria Luisa Lopez, diretora de mídia da Unilever, também acredita que a mobilidade representa um grande potencial para o marketing. “Ninguém está achando o papel do mobile ainda na área de marketing e publicidade. Ainda não encontramos a equação entre mobilidade e comportamento das pessoas”, afirma.

“O que falta para achar essa equação é conhecimento. O inventário mobile é imenso, mas ainda há um grande gap entre o que existe e o que está sendo vendido. Muita gente ainda tem preconceito contra o mobile e medo de investir”, opina Marcelo Castelo, sócio e responsável pela área de mobilidade da agência F.biz.

Andreza Santana, responsável pela publicidade na Telefónica Digital, acredita em um trabalho conjunto entre operadoras, agências e anunciantes. “Quando as três partes trabalham juntas e têm o objetivo da campanha e um público definidos, é melhor. O mobile exige mais esforço intelectual, porque é muito personalizado. Apenas 12% do uso dos celulares pelas pessoas são para falar realmente, precisamos descobrir qual o restante desse uso”, ressalta.

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