Oi chega aos 100 Mbps no teste de LTE durante a Rio+20

A Oi divulgou nesta terça-feira, 3, um rápido balanço sobre o fornecimento de infraestrutura de telecomunicações para a Rio+20, Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável ocorrida no Rio de Janeiro em junho. A operadora lidou não só com a estrutura de telefonia, mas também com links de Internet com e sem fio e uma demonstração da rede 4G nos sites, obtendo um "resultado positivo" no evento.

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"Fizemos o lançamento do 4G (LTE) da Oi com um display de demonstração com taxas de 100 Mbps de velocidade e foi muito bem sucedido", afirmou o gerente de Projetos Corporativos da operadora, Roni Wajnberg, durante evento organizado pela Momento Editorial. A estrutura ofertada na Rio+20 utilizou a frequência de 2,5 GHz e esteve aberta a visitantes com aparelhos compatíveis que quisessem utilizar a rede. A empresa instalou quatro estações rádio-base portáteis, conhecidas como COWs, para reforçar a cobertura, que oferecia também o 3G e estava atendendo até 30 mil pessoas.

Para os links de Internet, foram colocados 7 km de fibra óptica no Riocentro e nos parques onde aconteciam eventos paralelos (Arena da Barra, Parque dos Atletas, Píer Mauá, Galpão da Cidadania e Parque do Aterro do Flamengo). Além desses, foram instalados 8 km de cabos telefônicos e mais de 225 km de cabo de rede LAN. Ao todo foram mais de 1,8 mil pontos e todo o cabeamento utilizado foi retornado ao fabricante para reciclagem.

Com conexão de 10 Gbps, o Wi-Fi oferecido tinha capacidade para até 67 mil acessos simultâneos. "A presidente Dilma enalteceu a Internet de alta qualidade para todos os chefes de Estado e isso orgulha a Oi", afirmou Wajnberg. "Criamos réplica de uma estação telefônica dentro do Riocentro para ter contingência e todos os parques tinham dupla abordagem de fibra", completou.

A Oi forneceu 161 totens espalhados em hotéis e aeroportos cariocas, com headphones para acessibilidade. Além disso, foram disponibilizadas videoconferências para transmissão do evento nessas localidades, 907 linhas fixas, 900 aparelhos móveis e quase 1,7 mil computadores e tablets para a organização. A operadora ainda forneceu servidores, segurança, gerência, helpdesk e servicedesk para o Rio+20. O evento contou com mais de 150 mil pessoas, segundo estimativa do governo brasileiro. 

Transparência

O evento Wireless Mundi discutiu Lei nº 12.527 de Acesso à Informação, debatendo sobre a melhor forma de atender à legislação para levar transparência ao cidadão. No entanto, uma coisa foi consenso entre os palestrantes: não basta só dar acesso, é preciso ser de uma forma clara e de fácil compreensão. Esse processo permite levar ao desenvolvimento de aplicativos colaborativos com os dados abertos.

Segundo o secretário de Planejamento do Estado de São Paulo, Álvaro Gregório, é preciso criar estímulos, mas também urge uma mudança de pensamento. “Nessa colaboração, vamos ter de criar outra plataforma, não mais decretos, mas mais ações coerentes com esse foco em cima de ouvidorias”, afirmou.  Para a jornalista Daniela Silva, do movimento Transparência Hacker, a abordagem mais inteligente é liberar as informações de acordo com a lei, em formatos abertos e sem burocracia. “Muitos pedidos são feitos no site "Queremos Saber", mas há respostas pedindo para enviar a solicitação pelo eSIC”, afirma, referindo-se ao serviço de comunicação do próprio governo. “É bacana isso, mas é difícil deixar a conversa aberta. A única coisa que o site precisa é de um e-mail”, completa, mencionando a característica do portal de promover o diálogo com os órgãos públicos e disponibilizando toda a troca de mensagens para consulta para o cidadão.

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