Para dois terços das empresas, produção de eletroeletrônicos sofrerá queda em 2020

Foto: Fancycrave.com / Pexels

O setor produtivo de equipamentos eletroeletrônicos segue sentindo impacto da crise econômica e da pandemia do coronavírus (covid-19). Segundo sondagem realizada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), 68% das empresas projetam queda na produção em 2020 em relação a 2019. E a estimativa é de que a produção apresente redução de 15% no período.

O levantamento, realizado entre os dias 26 e 29 de maio e divulgado nesta quarta-feira, 3, também mostra que 25% das companhias acreditam em estabilidade até o final do ano. Para 7%, a produção ficará acima do que foi verificado em 2019.

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O efeito da crise já foi sentido por 62% das empresas que disseram ter queda na produção em abril em relação a março. O mesmo comparativo mensal mostra que 32% verificaram estabilidade, e apenas 6% mostraram crescimento. 

Em maio, a estabilidade foi indicada por 41%, "o que demonstra que o fraco resultado apontado em abril se repetiu". Ainda assim, 38% das empresas reduziram ainda mais a produção. Por outro lado, aumentou a quantidade de entrevistadas que declararam crescimento: 21%.

A Abinee diz que os estudos mostram os "efeitos nocivos da pandemia da covid-19, que impactou na atividade do setor durante o mês inteiro de abril, uma vez que o coronavírus chegou ao Brasil em meados de março". Segundo o presidente da associação, Humberto Barbato, a situação traz impacto também nas perspectivas negativas. "O consumidor sem segurança não vai trocar seu celular sem saber se vai ter seu emprego mantido", declarou ele em comunicado.

Empregos

Conforme diz a pesquisa da Abinee, 70% das empresas consultadas afirmam não ter havido redução do quadro de empregados em maio, mesmo percentual de abril. A entidade afirma que 95% das entrevistadas indicaram a realização de ações para evitar ou reduzir demissões, como home office; antecipação de férias individuais; acordos de redução de jornada de trabalho e salários; uso do banco de horas; e utilização de linha de crédito para folha de pagamento, entre outras.

A pesquisa da Abinee diz que 87% das entrevistadas estão adotando medidas emergenciais anunciadas pelos governos municipal, estadual e federal para amenizar os impactos econômicos da covid-19.

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