Projeto de CDN do NIC.br também será implantado na Bahia

O projeto piloto de rede de distribuição de conteúdo OpenCDN do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) em Curitiba deverá ser implantado nas próximas semanas, com um período inicial gratuito e, depois, com modelo de custo fixo por megabyte. Enquanto isso, o NIC.br já estuda também implantar a iniciativa na Bahia, na região de Salvador e Feira de Santana, segundo revelou o gerente da área de projetos da entidade, Antônio Moreiras, durante encontro de provedores regionais da Abrint em São Paulo nesta sexta, 3.

"A gente está primeiro estudando as cidades em que vemos uma possibilidade de viabilizar o projeto de forma autossustentável financeiramente", declara. Assim, conforme o andamento do projeto, a entidade passará a atender locais até menores, desde que haja interessados que justifique. "Para o projeto OpenCDN ser viável financeiramente a gente precisa de um número de AS (sistemas autônomos) interessados para viabilizar, e acho que a somatória dos AS não vai fugir muito das quantidades mínimas que a CDN exige para colocar cache", diz, citando o volume de 750 Mbps que a Netflix demanda para provedores em sua própria rede. Moreiras não informou prazo para a implantação da rede baiana.

Andamento

O NIC.br realizou enquetes prévias com provedores em Curitiba, que confirmaram as expectativas da entidade. Para algumas localidades, acaba sendo mais barato contratar o transporte até o ponto de troca de tráfego (PTT, ou IX, na nova nomenclatura) de São Paulo, o maior do País. Agora, a ideia é convencer a aumentar a demanda na própria capital paranaense.

A partir disso, a OpenCDN deverá estabelecer seu modelo de negócios. "Estamos conversando para nas próximas semanas começar a operação do projeto piloto, que terá um tempo em teste – algumas semanas – de utilização gratuita tanto para os participantes, enquanto o projeto está se estruturando, CDNs estão instalando caches e a gente vê que a prova de conceito está funcionando, para logo depois migrar para o projeto de compartilhamento de custo".

O modelo escolhido para esse compartilhamento de custo deverá ser de "faixas de volume de tráfego". O provedor poderá contratar um canal virtual limitado, e a ideia é que um custo "mais ou menos fixo". "O compartilhamento de custo não é algo que mês a mês a gente calcula porque isso traz insegurança para todas as partes", explica. Perguntado qual seria o preço de referência por megabyte trafegado, Moreiras diz que a enquete em Curitiba foi de "mais ou menos R$ 4 por mega", mas que são valores estimados e, de acordo com a cidade e a estrutura, pode ser diferente. "A ideia é que, quanto mais participante tiver, o valor cai e a gente repassa para o participante", complementa o diretor de projetos do NIC.br, Milton Kashiwakura.

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