SES inaugura teleporto em Hortolândia e prevê expansão

A operadora SES inaugurou nesta terça-feira, 3, teleporto na cidade de Hortolândia (SP), de onde fornecerá telemetria, rastreamento e comando de satélites (TT&C) e acesso à capacidade de alto throughput do satélite SES-14. A instalação, que teve investimentos de mais de R$ 10 milhões, deverá começar as operações em junho e trará ainda recursos de monitoramento da frota da companhia e serviços de uplink, downlink e de contribuição para empresas de radiodifusão e de clientes de dados.

Segundo o CTO da SES, Ruy Pinto, a unidade ainda deverá receber em breve uma expansão para o futuro novo satélite HTS voltado ao mercado aeronáutico, o SES-17, cujo lançamento está previsto para o final de 2020. O teleporto também será adjacente a um teleporto parceiro usado para a frota O3b de órbita média (MEO), também da SES, e que tem três antenas e um data center.

A instalação de 5 mil metros quadrados abriga quatro antenas: uma de 9 metros, para controlar o SES-14 (TT&C), além de transmitir sinais de vídeos e dados através dos feixes de cobertura ampla do satélite; uma antena de 13 metros em banda Ka para conectividade com tráfego HTS em toda a América do Sul; e duas antenas dual-band de 3,7 metros cada para monitorar parte da frota da SES para analisar e identificar interferências.

De acordo com o vice-presidente de vendas para a América Latina e Caribe da operadora, Jurandir Pitsch, toda a infraestrutura está conectada ao centro de controle da operadora em Alphaville (SP). Além disso, o centro de Hortolândia está conectado aos centros da empresa nos Estados Unidos e Luxemburgo, oferecendo redundância. "O teleporto terá diversos outros serviços nos próximos meses e anos, quando teremos muitas novas antenas instaladas", declarou ele durante cerimônia de inauguração.

Pitsch afirma que a cidade no interior paulista foi escolhida por ter uma localização estratégica no Estado, próxima ao entrocamento de rodovias e também ao aeroporto de Viracopos, além de disponibilidade de infraestrutura ótica e mão de obra especializada com as universidades locais. "As condições de microclima da região também são importantes", ressalta, destacando que o local conta com formação de ventos. "É importante para banda Ka e Ku, pois tem dispersão de nuvens que são condições que não se encontram em todas as regiões do Brasil."

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