Educação conectada passa por parcerias público-privadas, diz Google

Debate sobre educação conectada, no Mobile World Congress 2022

Um dos temas importantes na edição deste ano do Mobile World Congress (MWC 2022), que aconteceu esta semana em Barcelona, foi o tema de educação conectada. Em função da pandemia, este foi um dos setores apontados pelos especialistas que mais se desenvolveu em termos de novas aplicações e parcerias dos operadores de telecomunicações, e também um dos que ainda têm grandes desafios a vencer.

Mak Sant Lopez, head de educação do Google para a Europa, África e Oriente Médio, qualquer modelo de educação conectada de acesso universal parte do modelo de parceria público-privada. "A boa notícia é que se existe um investimento público-privado sobre o qual existe certeza de retorno, esse investimento é em educação. Investir em conectar estudantes sempre vale a pena", diz ele.

Segundo Rob Shuter, CEO da BT Enterprise, as teles têm um papel central no processo de transformações digital na área de educação, mas ainda há muitos desafios. O primeiro é a formatação dos modelos, já que não está ainda muito claro quais os formatos e conteúdos que funcionam melhor num cenário virtual ou digital. Ele também aponta as dificuldades de acesso, não apenas de cobertura das redes de banda larga, mas também dos dispositivos. Para ele, sobretudo com o 5G, há a oportunidade de se criar um ambiente muito mais promissor para o desenvolvimento de plataformas de educação digital, mas é necessário um intenso trabalho de colaboração entre os diferentes atores.

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Mazen Mroue, CTIO da operadora MTN, que opera em vários países africanos e do Oriente Médio, lembra que em países com menor grau de desenvolvimento, além do desafio da educação digital em si, existem problemas de outras natureza que se combinam, como falta de professores, escolas sem segurança ou estrutura e dificuldades dos alunos de se manterem na escola por conta das dificuldades econômicas. Para ele, o uso de realidade virtual pode ser uma forma de compensar um pouco esses problemas reais. Isso, claro, se os alunos tiverem acesso a dispositivos e rede que permitam realidade virtual.

Steve Goetz, VP da IBM Consulting acredita que as tecnologias de educação conectada precisam ser abertas e precisam preservar as relações entre as pessoas, típicas dos modelos de educação tradicional.

 

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