Com alta na receita e lucro em 2019, Ericsson mira aquisições e 5G

Divulgando nesta terça-feira, 3, os resultados operacionais para 2019, a Ericsson apontou para um aumento no faturamento e no lucro operacional durante o ano passado. Para 2020, a fornecedora está projetando uma alta nas receitas e nas margens amparada pela demanda 5G, além de indicar um apetite para possíveis consolidações.

Ao fim de 2019, a Ericsson contabilizava 78 acordos comerciais para o 5G, sendo 24 em redes já ativas em quatro continentes. De acordo com o presidente e CEO da empresa, Borje Ekholm, o mercado de redes de quinta geração está crescendo até "mais rápido do que muitos analistas imaginavam". Segundo o dirigente, a fornecedora está em condição favorável para atender a demanda, que deve crescer ao longo deste ano.

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De acordo com Ekholm, a Ericsson também deve ser ativa no campo das aquisições. "A atividade de M&A continuará sendo uma parte importante de nossa estratégia de crescimento, na qual vemos potencial criação de valor no portfólio com a aquisição de 'enablers' para um futuro próximo", afirmou o CEO. Em 2019, a fornecedora adquiriu a empresa de antenas e filtros Kathrein.

Dessa forma, a Ericsson projeta receitas entre 230 e 240 bilhões de coroas suecas em 2020 (de US$ 24,34 bilhões a US$ 25,39 bilhões). A empresa também fixou como alvo uma margem bruta de 37% a 39% (ante 37,5% em 2019) para o período; já a meta para a margem operacional é de 10% ao longo do ano.

Balanço

No total, as receitas da Ericsson em 2019 somaram 227,2 bilhões de coroas suecas (ou cerca de US$ 24 bilhões), em alta nominal de 7,7% frente 2018. O resultado operacional no período ficou em 10,6 bilhões de coroas (US$ 1,12 bilhão), em alta significativa ante o 1,2 bilhão de coroas suecas do ano anterior (ou cerca de US$ 130 milhões).

Já a margem operacional ficou em 5% durante 2019, frente 4,4% em 2018 e 12,8% negativos em 2017. Segundo a companhia, se desconsiderados custos relacionados à investigação que autoridades norte-americanas empreenderam contra a empresa, a margem operacional do ano passado ficaria em 9,7%.

Regiões

Regional da Ericsson que compreende o mercado brasileiro, a divisão Europa e América Latina da empresa teve queda de 2,1% no faturamento em 2019, para 59 bilhões de coroas suecas (ou US$ 6,24 bilhões). A dinâmica do mercado latino-americano influenciou negativamente o resultado: para a empresa, houve problema com o "timing" de diversos projetos, incluindo por conta de dificuldades para liberação de espectro.

Por outro lado, a performance na América do Norte (onde a Huawei, principal concorrente da Ericsson, tem enfrentado uma série de problemas políticos e comerciais) foi positiva. Principal área de atuação do grupo, a região gerou 70,2 bilhões de coroas suecas (US$ 7,43 bilhões), em alta de 19,8% no faturamento em um ano. As receitas da empresa também cresceram no Oriente Médio e África e no nordeste asiático. Já no sudeste asiático, Oceania e Índia, houve uma retração nos números.

Divisões

Principal negócio da empresa, a divisão de redes gerou 155 bilhões de coroas suecas (ou US$ 16,4 bilhões), em alta de 12% no ano passado. Dessa forma, 68% do faturamento da empresa veio da vertical em 2019. Especificamente na área, a margem operacional ficou em 16%, atingindo 24,8 bilhões de coroas suecas (US$ 2,62 bilhões). Para 2020, a Ericsson quer faturamento entre 160 e 164 bilhões de coroas (US$ 16,93 bilhões a US$ 17,35 bilhões) para a divisão de redes.

Na área de serviços digitais, houve salto de 5% nas receitas, para 39,9 bilhões de coroas suecas (US$ 4,22 bilhões); mesmo assim, a divisão teve resultado operacional negativo em 4 bilhões de coroas (US$ 420 milhões).

Já os chamados serviços gerenciados tiveram resultado operacional positivo em 2,3 bilhões de coroas suecas (US$ 240 milhões) mesmo com queda de 1% nas receitas, para 25,6 bilhões de coroas (US$ 2,71 bilhões). Por último, a área de negócios emergentes (que exige um alto volume de investimentos) registrou perdas de 12,5 bilhões de coroas suecas (US$ 1,32 bilhão) após as receitas ficarem em 6,8 bilhões de coroas (US$ 720 milhões).

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