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Oi marca assembleia para possível destituição do conselho, mas já apresenta chapa

A Oi marcou para o próximo dia 6 de março, às 14h30, e de forma totalmente digital, a Assembleia Geral Extraordinária requisitada pelos acionistas minoritários Tempo Capital, Victor Adler e VIC DTVM. Essa AGE tem basicamente um propósito: destituir o atual conselho de administração da Oi, além de reduzir o tamanho de 11 para entre sete e nove membros. 

Em comunicado nesta sexta-feira, 3, a operadora lembra que os documentos necessários para marcar a AGE não haviam sido apresentados pelos requerentes, mas que decidiu marcar a reunião assim mesmo. O conselho atual aprovou uma proposta de chapa em caso de destituição, argumentando que o momento atual é “desafiador, tornando extremamente relevante a continuidade do processo de transformação que vem sendo implementado pela administração atual”.  

Assim, apesar dos minoritários não terem apresentado informações sobre membros que pretendem indicar, a diretoria da Oi vai indicar a chapa composta pelo atual presidente, Rodrigo Abreu, e por Eleazar de Carvalho Filho; Marcos Grodetzky; Claudia Quintella Woods; Henrique Luz; Maria Helena dos Santos Fernandes de Santana; Paulino do Rego Barros Jr; Armando Lins Netto; e Mateus Affonso Bandeira.

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Ou seja: são oito conselheiros que seriam reeleitos, com a inclusão de Abreu como nono membro. “A chapa que a administração da Companhia apresenta para aprovação leva em conta as contribuições feitas pelos seus membros para a Companhia e a experiência que tais pessoas já possuem na gestão e condução dos negócios sociais, além de refletir as competências e perfis considerados necessários pela administração para a boa condução das estratégias e planos da Companhia nos próximos 2 anos, frente a seus diversos desafios”. A companhia apresentou esta tabela para justificar as indicações:

Foto: Oi/Reprodução

TELETIME apurou que há um certo nervosismo entre fontes que acompanham de perto a Oi em relação a essa AGE, com alguns encarando a iniciativa como uma tentativa de “aquisição hostil” feita por investidores que estariam tentando evitar a diluição caso a empresa, de fato, venda a unidade de serviços de fibra e a participação na V.tal. Isso já teria sido inclusive comunicado à Anatel, considerando o risco inclusive de atrapalhar as medidas atuais do conselho de administração. A assembleia precisa de 75% de quórum – se não, uma nova reunião será marcada para cerca de uma semana depois, e com qualquer quórum. 

Justificativas

Os minoritários vão propor a reforma do estatuto social para que o conselho passe a ter entre sete e nove membros; a destituição do atual conselho; em caso de destituição, o estabelecimento de nove membros; e a eleição dos novos membros, com mandato de dois anos. A Oi rebate que, considerando os esforços já efetuados e visando a transformação organizacional, o equacionamento dos passivos operacionais e regulatórios da concessão e a garantia da sustentabilidade no curto e médio prazo, entende que destituição “não é no melhor interesse da companhia e de seus acionistas”.

As justificativas apresentadas pelos acionistas Tempo Capital, Victor Adler e VIC DTVM para modificar o tamanho do conselho é por considerar ser necessário refletir a redução de complexidade e porte da companhia (após a venda dos ativos), além de se tratar de uma redução de custos. (Colaboraram Henrique Julião e Samuel Possebon)

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