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O crescimento da digitalização e o streaming

Rafael Rodrigues, Managing Director da Celeti HUB

A tecnologia está mudando os hábitos de consumo de informação e entretenimento. Durante a pandemia, com as restrições adotadas na circulação de pessoas em espaços públicos, houve um crescimento acentuado das assinaturas de plataformas de streaming em todo o mundo. Um serviço de streaming é uma ótima fonte de entretenimento online sob demanda para programas de TV, filmes, músicas, jogos e outras mídias, que segue conquistando as pessoas.

Aliás, muitos devem se lembrar da época que tínhamos de ir até a locadora de filmes para escolher o que assistiríamos em casa antes de dormir. A chegada da tecnologia e dos serviços de streaming acabou por completo com esse hábito, e agora a digitalização chama a atenção no setor de entretenimento. O uso de serviços de streaming geralmente lida com taxas de visualização ou assinatura, enquanto os vídeos vêm de uma rede que normalmente é baseada em nuvem. A disponibilidade, conteúdo e preço dos serviços podem variar de uma região para outra.

Esses serviços fornecem uma alternativa ao serviço sob demanda por cabo e satélite, geralmente a um custo relativamente baixo. E o que começou como entretenimento barato e de fácil acesso para pessoas que ficaram em casa durante a pandemia rapidamente evoluiu para a espinha dorsal de várias indústrias importantes.

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A influência da pandemia no crescimento da indústria

A pandemia de Covid-19 claramente impulsionou esse processo de fortalecimento das plataformas de streaming. Um levantamento realizado pela Motion Picture Association, uma associação comercial estadunidense que representa alguns dos maiores estúdios de cinema de Hollywood, mostrou que, em 2020, o número de assinaturas em plataformas de streaming ultrapassou a marca de 1 bilhão.

Ondas após ondas de Covid-19 fizeram com que sair de casa fosse difícil e perigoso. Com isso, milhões de pessoas tiveram de recorrer a formas de entretenimento dentro do lar. Quando as pessoas não puderam mais ir aos cinemas, elas recorreram a essas plataformas de streaming para satisfazer suas necessidades de entretenimento, levando ao aumento de assinantes nessas plataformas. Mas o streaming de vídeo não serviu apenas como uma ponte temporária de volta à normalidade; abriu os olhos das pessoas para novas possibilidades.

O streaming dentro das empresas

Atualmente, o streaming está se tornando uma realidade dentro das empresas, e vem conferindo um diferencial competitivo poderoso às companhias que adotam essa prática. Organizações de diversos setores da economia utilizam o conceito de streaming para fins de comunicação interna, como treinamentos, comunicados, integração de novos colaboradores, palestras e muito mais.

E não podemos deixar de citar que os Provedores de Internet (ISPs) precisam olhar com carinho esse tipo de oferta, em especial os ISPs de pequeno porte. Esse será um grande diferencial ao cliente, que, hoje, busca um pouco de tudo (não somente internet) na hora da contratação de um pacote. O crescimento da indústria de streaming abre espaço para uma expansão dos ISPs brasileiros, que mesmo com baixo investimento, conseguem criar e distribuir suas próprias plataformas. Os ISPs que já ofereciam o serviço convencional agora podem entregar um diferencial aos assinantes: o streaming.

Por fim, é um fato que a capacidade de oferecer uma boa experiência de vídeo se tornou uma vantagem comercial estratégica. Esse fenômeno impacta significativamente o mercado de telecomunicações, e é importante que os pequenos ISPs aproveitem as oportunidades para firmar novas parcerias, expandir a oferta de produtos, e, consequentemente, alcançar uma maior retenção de clientes. A tendência do streaming só deve crescer nos próximos anos, à medida que as organizações continuarem a oferecer experiências aprimoradas e inovadoras por meio da digitalização dos conteúdos.

* Sobre o autor: Rafael Rodrigues é Managing Director da Celeti HUB, comunidade de provedores independentes, com foco na prestação de serviços de tecnologia, distribuição de streaming, compras, marketing e educação. O executivo é graduado pela FAAP, com especialização em Economia pela FIA e MBA em Gestão de Negócios e Inovação pela BI International. As opiniões expressas nesse artigo não necessariamente refletem o ponto de vista de TELETIME

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