Nokia reverte prejuízo e encerra 2021 com aumento na margem

Foto: Arno Mikkor (EU2017EE)

No segundo ano após o início da pandemia, a Nokia voltou a apresentar resultados positivos, revertendo um cenário de prejuízo em 2020 que engatilhou um plano de recuperação estratégica para 2021. Os resultados da fornecedora finlandesa foram divulgados ao mercado nesta quinta-feira, 3. 

As vendas líquidas da companhia caíram 2%, totalizando 6,414 bilhões de euros no quarto trimestre do ano. Considerando os 12 meses, o total foi de 22,202 bilhões de euros, um avanço de 2% no comparativo anual. 

O lucro operacional cresceu 68% e ficou em 740 milhões de euros no trimestre. No acumulado do ano fiscal, foi mais do que o dobro – 144% -, totalizando 2,158 bilhões de euros. A margem operacional subiu 4,8 pontos percentuais e terminou os três meses em 11,5%, enquanto no ano o aumento foi de 5,7 p.p., ficando em 9,7%. O resultado ficou dentro do esperado no guidance mais otimista do ano anterior.

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Dessa forma, a Nokia reverteu o prejuízo que obteve tanto no trimestre quanto no acumulado do ano fiscal de 2020. Nos três meses, o lucro foi de 680 milhões de euros, e nos 12 meses, 1,645 bilhão de euros. Até o final de dezembro passado, a companhia tinha em caixa líquido 4,615 bilhões de euros, quantia 86% acima do registrado em 2020. 

Em comunicado, a companhia afirma que o ano foi de transformação por conta da mudança de foco estratégico. Mas, apesar de ter visto um desempenho de lucro operacional "acima das expectativas", fala em queda de vendas no trimestre, "como esperado". A área de infraestrutura de rede avançou 10%, o que não foi suficiente para compensar a queda de 16% na área de redes móveis.

A Nokia avalia que, mesmo com a queda, o negócio de redes móveis conseguiu alcançar a competição no 5G, melhorando a margem bruta enquanto continua a avançar nos investimentos de pesquisa e desenvolvimento. Na divisão de infraestrutura, os destaques foram em redes fixas e em cabos submarinos. 

"A Nokia inicia 2022 com uma posição fortalecida com margens melhoradas, execução estratégica mais rápida do que esperado e uma alta fila de demandas, apesar de a situação global da cadeia de fornecimento continuar difícil", destaca o CEO da fornecedora, Pekka Lundmark, no comunicado. Assim, o 5G continuará a ser o foco, além do avanço do mercado corporativo. Para 2022, a expectativa é de novo crescimento nas vendas, com margem operacional "comparável" entre 11 e 13,5%. 

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