Com 700 MHz liberado em todo País, operadoras aceleram ativações na faixa

Com a faixa de 700 MHz liberada para uso em todo Brasil, as operadoras que detêm a frequência após o leilão de espectro 2014 traçam planos para acelerar o uso do ativo e colher mais benefícios a partir do avanço tecnológico permitido pela faixa.

Na Vivo, mais de 80% das ativações 4G em novas cidades desde o começo do ano ano já ocorreram a partir do 700 MHz. Segundo o diretor de planejamento de redes da empresa, Atila Branco, a tendência daqui para a frente é o uso da frequência em 100% dos casos de expansão da cobertura. "E onde usamos outras frequências, vamos complementar com o 700 MHz para a oferta do 4,5G", afirmou, citando a agregação de portadoras com diferentes faixas.

"No ritmo que estamos, em no máximo dois anos todas as cidades com cobertura 4G terão o 700 MHz ativado", prosseguiu Branco. Hoje, dos mais de 3,2 mil municípios onde a Vivo conta com o serviço de quarta geração, cerca de 1,8 mil já utilizam a opção.

Segundo Branco, são muitas as vantagens dessa utilização. "O principal benefício é na cobertura indoor, onde o 700 MHz garante um nível excelente. Mas ela também é uma frequência ótima para voz sobre LTE [VoLTE] ou para cobertura em zonas mais distantes, como áreas rurais".

A TIM também traça planos para se beneficiar o quanto antes do pleno potencial da faixa adquirida em 2014. "Até 2020, 96% das cidades que possuem 4G, ou seja, 4 mil cidades, estarão com a frequência 700 MHz ativada", informou a operadora a este noticiário.

Hoje, a faixa é utilizada em mais de 1,4 mil cidades do País, incluindo todas as capitais, além de Campinas, Santos e região metropolitana de São Paulo. Nos locais onde a opção está disponível, a TIM também reporta aumento no tráfego de dados.

No caso da Algar Telecom, há um projeto em andamento para ampliação da rede de 700 MHz em mais 17 localidades. "A previsão é que essa entrega seja feita até o final de dezembro. Mas vale reforçar que outras localidades podem entrar em projetos futuros para ampliação da rede de 700 MHz", revelou o diretor de operações e tecnologia, Luis Lima.

Hoje, a empresa mineira tem 4G em 38 localidades e 36 municípios, mas não necessariamente utilizando a faixa comprada em 2014 em todas elas. Ainda assim, o ativo foi descrito pela Algar como a "alavanca" para a oferta de serviços mais velozes. "Se não fosse por essa faixa de frequência, ficaríamos restritos a oferecer 4G através de refarming da faixa de 1,8 GHz, em um pedaço do espectro, o que restringe também a velocidade de navegação do cliente na rede", afirmou Lima.

Já a Claro pontuou que "opera a faixa de 700 MHz estrategicamente", colhendo benefícios como a ampliação da capacidade de transmissão da rede, a expansão da cobertura e a melhora da intensidade de sinal em ambientes internos de casas e empresas, além da contribuição na cobertura de 4,5G em 1,6 mil cidades.

Vale lembrar que mais capacidade em 700 MHz deve ser disponibilizada ao mercado a partir do próximo leilão de espectro, voltado para o 5G. Para o certame, 20 MHz na frequência – em blocos de 5+5 MHz, regionalizados em 14 áreas – foram sugeridos na minuta do edital atualmente avaliada pela Anatel.

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