Para Qualcomm, regulamento de femtocells contempla 80% das small cells

Embora o regulamento de femtocells publicado pela Anatel no início de novembro não expresse diretamente que a desoneração do Fistel se aplique também a outras small cells, o mercado tem cada vez menos dúvida, e interpreta que ele se aplique também a outras pequenas células. A dúvida se deu porque na análise técnica antes da publicação do regulamento havia a exclusão expressa de small cells com funções de estações radiobase (ERBs), mas que não ocorreu no regulamento de uso de femtocells publicado posteriormente pela agência.

"Havia a proibição na análise técnica, mas o que vale é o regulamento publicado e a limitação é apenas a potência de 1 W. Queríamos 2W (de limitação), mas com 1 W a regulamentação que saiu foi boa e cobre mais ou menos 80% das small cells disponíveis no mercado", avalia o diretor de relações governamentais da Qualcomm, Francisco Giacomini Soares. "O importante é que a limitação de 1 W é para a saída do equipamento e que pode ser ampliada na saída da antena, podendo chegar a quase 2 W, que era o que a gente queria, e pode ser para cobertura interna e externa", complementa.

1,5 GHz

O uso de small cells é uma das alternativas para ajudar as operadoras a atenderem à crescente demanda por dados móveis. Agora, a Qualcomm trabalha em outra frente junto ao governo e à Anatel: a liberação de outras faixas de frequência para a banda larga móvel.

No radar da fornecedora de chipsets agora está a banda L, na faixa de 1,5 GHz, hoje utilizada, principalmente, pela Embraer para telemetria e pela Aeronáutica, para sistemas de radares. "Apresentamos uma proposta para estudo do uso da faixa na última reunião da Citel (Comissão Interamericana de Telecomunicações) e a Anatel está vendo com bons olhos levar essa proposta para a reunião da UIT (União Internacional de Telecomunicações) em 2015", conta Soares.

A ideia é utilizar a faixa de 1,5 GHz para agregar portadoras no downlink para 3G e, especialmente, para o LTE.

A Qualcomm já começou a realizar testes teóricos de compatibilidade entre as tecnologias que hoje ocupam a faixa e as tecnologias de banda larga móvel. "O ideal seria mesmo mover essas aplicações de telemetria e radar para outra faixa, já estamos conversando com a Embraer e a Aeronáutica, mas se não for possível devemos estabelecer critérios de convivência", diz o executivo. A expectativa da Qualcomm é ter a frequência de 1,5 GHz para agregação de portadora integrada em seu chipset a partir de 2015.

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