Abert e SindiTelebrasil dizem ser importante conhecer o custo para mitigar interferência do 700 MHz

A falta de orçamento da Anatel já começa a preocupar a radiodifusão, que vê a possibilidade de os recursos limitados da agência prejudicarem os testes de interferência na faixa de 700 MHz. O alerta foi feito pelo diretor da Abert, Paulo Ricardo Balduíno, em audiência pública realizada nesta segunda, 2, no Conselho de Comunicação Social.

“A agência vive um problema de falta de orçamento jamais visto pelo menos por nós, o que pode colocar em risco a realização dos testes como eles devem ser. Estamos tratando de um assunto que talvez seja o mais importante na agência nos últmos anos, já que envolve tanto a radiodifusão quanto o setor de telecomunicações”, afirma ele.

Balduíno alertou para a complexidade de todo o processo. Segundo ele, é preciso estimar o percentual de residências que seriam afetadas pela interferência, depois definir os custos de mitigação e a logística para implementar as soluções que devem ser pró-ativas (para evitar os problemas) ou reativas para solucionar os problemas. Só depois de todas essas etapas é que a seria possível publicar o edital. “É complexo e não adianta querer encurtar os prazos porque seria arriscado demais”, diz ele.

A questão dos custos de mitigação também preocupa as teles que, no entanto, fazem a ressalva de que nem todas as interferências são prejudiciais. “Estamos aderentes à Abert e a SET de que é necessário conhecer efetivamente qual é o problema. Nosso setor precisa saber claramente qual é o custo”, afirma o diretor de regulamentação do SindiTelebrasil, Sérgio Kern.

O executivo rebateu os argumentos da Abert ancorados na situação do Reino Unido, onde foi criada até uma empresa para viabilizar a mitigação de interferências. Segundo Kern é impossível comparar a situaçã brasileria com o Reino Unido porque a banda de guarda, a canalização são diferentes. “Nossa situação é diferente e precisa ser analisada como tal”.

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