Oi e Portugal Telecom manterão estruturas operacionais independentes

Um dos aspectos mais relevantes destacados pelo CEO da Oi, Zeinal Bava, que também comandará a companhia resultante da fusão entre Oi e Portugal Telecom, durante a conferência com a imprensa, é que, apesar de as operações de Brasil, Portugal e África serem integradas em uma única holding, com estrutura financeira singular, não haverá consolidação das operações.

O que Bava quis dizer é que cada país terá uma estrutura própria responsável pelas áreas operacionais, como marketing e engenharia. "Não serão integradas porque são mercados muito diferentes e o foco da companhia é privilegiar as especificidades de cada região, mas tendo como princípio que, de maneira geral, os consumidores buscam a convergência e oferta integrada de serviços", detalhou Bava durante a conferência, que reuniu também José Mauro da Costa e Henrique Granadeiro, (atuais presidente do conselho da Oi e presidente da Portugal Telecom e futuros chairman e vice-chairman da nova companhia, respectivamente).

Obviamente, integrar operacionalmente um grupo com atuação em três continentes é algo complexo. "Tem um oceano separando as duas (Oi e Portugal Telecom) e fica difícil de integrar plenamente", diz Bava. Segundo o CEO, as equipes compartilharão as mesmas práticas e processos, e trocarão informações entre si. "Atualmente há mais de 80 projetos em conjunto entre a Portugal Telecom e a Oi em andamente e muito será anunciado em breve".

Sinergias

Ainda assim, apesar de estruturas operacionais separadas, as sinergias financeiras e operacionais da fusão das companhias estão sendo estimadas em R$ 5,5 bilhões – e este é um cálculo conservador. De acordo com Zeinal Bava, as estimativas representam apenas 1% do volume financeiro a ser gerado pela nova companhia. Vale ressaltar que os ganhos de sinergia estimados pela Oi são apenas um terço do que o mercado financeiro geralmente calcula para sinergias desse tipo. "Fomos conservadores, e o mercado achou que fomos muito realistas", diz Bava.

Marca

Ainda não está definido como ficará a marca das operações do grupo. O que Bava adiantou é que agora terá início um trabalho de análise das duas empresas combinadas, o que pode resultar numa marca única. Por enquanto, as marcas Oi e Portugal Telecom continuam a ser usadas em seus mercados de origem.

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