Operadores satelitais reclamam de interferência do WiMax

Um dos pontos levantados pelos presentes ao 8º. Congresso Latino-Americano de Satélites 2008 realizado nesta quinta-feira, 2, no Rio de Janeiro, são os problemas de falhas de serviços enfrentados pelos clientes que compram capacidade satelital devido a interferências com redes WiMAX. O problema não é de interferência entre as faixas, já que o setor de satélite e o WiMAX usam diferentes freqüências (3625 MHz a 4200 MHz no caso do primeiro e 3400 MHz a 3600 MHz no caso do segundo).
A Abrasat (Associação Brasileira das Empresas de Satélite) encomendou um estudo à Star One sobre o assunto. Segundo as primeiras conclusões, o principal problema é a potência do sinal de WiMAX, que gera saturação nos receptores terrestres satelitais. Gustavo Silbert, presidente da Star One, disse que o problema é que os receptores que captam o sinal satelital são antigos. "O problema pode ser solucionado pela simples troca de filtros", afirma o executivo.
Por enquanto, essa interferência ainda é relativamente restrita porque há poucos operadores de WiMAX (Embratel, Brasil Telecom e Direct Net). Com a disseminação do serviço para todo o País, tando dessas como de novas entrantes, a preocupação é que a interferência fique cada vez mais acentuada.

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Carlos Antonio Coelho, diretor técnico do Grupo Bandeirantes, disse que é cada vez maior o número de telespectadores descontentes com a queda do sinal em suas antenas parabólicas que ligam para o call center da empresa. "Estamos mapeando o problema que hoje se concentra pricipalmente no Nordeste, mas a disseminação do serviço é crescente e as reclamações também", disse o executivo. Ele lembra que hoje existem 18 milhões de antenas parabólicas. "Não é justo que esse cliente que fez um investimento alto tenha agora que se adaptar ao WiMAX. É mais razoável que novo entrante adapte seus sistemas e não o contrário", opina.
Vânia Maria da Silva, diretora de regulamentação da Anatel, disse que no futuro a agência deve homologar equipamentos adaptados às novas tecnologias. "No caso da base já instalada, é necessário uma coordenação entre as partes. Estas devem conversar entre si e com a Anatel chegar a um denominador comum", afirmou.

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