Publicidade
Início Newsletter Vídeo continua sendo importante para o setor de satélite

Vídeo continua sendo importante para o setor de satélite

Foto: Pixabay

Embora globalmente as receitas tenham mostrado declínio, as aplicações de vídeo continuam sendo um importante fluxo para as operadoras de satélite que atendem à América Latina, incluindo o Brasil. Prova disso é que no planejamento de várias empresas, a capacidade para esse serviço continua sendo uma das principais, se não a principal força. Por outro lado há uma tendência também em caminho de um mundo híbrido.

O serviço de vídeo continua sendo um dos principais focos da Hispamar, operadora controlada pelo grupo espanhol Hispasat. Segundo o chairman da empresa, Clóvis Baptista, após “resultados considerados exitosos” em 2020, a companhia desenho um plano estratégico até 2025 que visa transformá-la em uma provedora de serviços. Por isso, adquiriu neste ano os ativos da Media Networks, que estavam com a Telefónica (no Brasil, a Vivo continua cliente do DTH), para fortalecer a capacidade de entrega do conteúdo.

“Estamos cientes que o vídeo está em declínio, mas ainda é um componente muito importante para o nosso negócio”, destacou Baptista nesta quinta-feira, 2, durante painel com principais executivos da área no Congresso Latinoamericano de Satélites. Especificamente para a América Latina, o executivo diz que ainda não está percebendo queda acentuada, nem em curto prazo. “Sabemos que vai acontecer, estamos atentos com a emergência de outros tipos de soluções para distribuição de conteúdos, mas diria que, no momento, fizemos investimentos em plataformas para continuarmos fortes atores nesse negócio.”

Notícias relacionadas

No final de 2022, a Hispamar espera lançar o Amazonas Nexus, um satélite HTS com banda Ku, propulsão elétrica, mas ainda em órbita geoestacionária. Com isso, espera endereçar mercados de mobilidade aérea e marítima, além de oferta de backhaul e banda larga rural. 

Perguntado sobre um possível interesse no modelo das órbitas baixas (LEO), o executivo afirmou que não há nenhuma perspectiva de investimento no plano estratégico. Mas adiciona: “Estamos dispostos a conversar e fazer parcerias estratégicas”.

Híbrido

A aposta no híbrido é a abordagem da SES. A companhia tem se preparado nos últimos anos para as mudanças, apesar de que o ritmo não está sendo intenso, de acordo com o VP de vendas da SES, Jurandir Pitsch. “Mostrou queda muito mais lenta do que todo mundo esperava, embora a gente há tempo perceba que é inexorável uma hibridização”, destaca. 

Isso significa incorporação de serviços de DTH com os de over-the-top (OTT), além de possibilidade de uso de cloud para CDNs por meio de satélites geoestacionários, uma vez que a aplicação de vídeo não demanda latência baixa. Para Pitsch, esse é o futuro do vídeo, com OTT “totalmente integrado”. A SES trabalha com foco em B2B e carriers, e tem destacado a constelação mPower em órbita média como uma forma “melhor e mais econômica” de atender aos clientes.

SEM COMENTÁRIOS

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Sair da versão mobile