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Setor de satélite inova com cloud, IA, compartilhamento e microssatélites

Operadoras e fornecedoras da indústria estão criando modelos de negócios com tecnologias novas e digitalização. No Congresso Latinoamericano de Satélites, evento organizado por TELETIME e Glasberg Comunicações e que se encerrou nesta quinta-feira, 2, foi possível observar como o setor está investindo em soluções de cloud, inteligência artificial, virtualização e mesmo microssatélites.

Sergy Mummert, VP de Global Cloud & Strategic Partnerships da SES, lembrou da parceria que a operadora desenvolve junto com a Microsoft para oferecer serviço em nuvem da plataforma Azure por meio da conectividade satelital. “Os serviços de nuvem têm se mostrado como uma fonte de opções para os clientes. Estamos tirando vantagem de uma infraestrutura já definida e oferecendo novos serviços”, explicou o executivo.

Mummert diz que as soluções desenvolvidas para cloud permitem oferecer serviços por segmentos de clientes. “A nuvem é essencial para o futuro, as funções vão ser virtualizadas. Estamos vendo isso em vários campos”, disse.

Assaf Cohen, da Spacebridge, aposta nos mecanismos de inteligência artificial para potencializar o uso da infraestrutura satelital. Ele informou que a empresa tem investido em desenvolvimento de software, e não de hardware, porque acredita que mercado vai começar a evoluir para a necessidade de serviços que exijam facilidades, instalação simples, com uma comunicação fácil entre operador e usuário final. “Isso pode significar redução de custo”, alegou.

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“Nós estamos tentando durante muitos anos implementar padrões para tentar unificar e simplificar a integração de várias plataformas de várias tecnologias, para integrar a rede toda. Queremos ser parte integrante da rede”, disse. Cohen também acredita que o setor precisa enfrentar o desafio de se integrar às conexão terrestres.

A SatADSL também segue investindo em soluções digitais. Guillermo Bosch, vice-presidente da empresa, diz que ela está oferecendo aos clientes um sistema que permite a escolha do serviço e da banda, conforme a região e com valores de acordo, numa espécie de AirBNB de capacidade e serviços satelitais. “Isso permite aos ISPs informações sobre os serviços e a disponibilidade de capacidade em um click. Quando você clica no botão, o seu pedido tem que ir para um país específico. Isso significa ter parceiros em todos os continentes. Os clientes não escolhem os fornecedores da outra ponta”, explicou o executivo.

Bosch acredita que o segmento terrestre será importante para as operadoras de satélite, e a integração entre essas diferentes tecnologias serão chaves para o futuro do mercado como um todo.

Microssatélites

Baseada em São Francisco, Califórnia, a Astranis tem investido no MicroGEO, um satélite menor dos que os de órbita geoestacionária. Segundo Christophe Bauer, diretor da empresa, o equipamento oferece velocidade de 8 Gbps na banda Ku e tem oito anos de vida útil. “Com ele, podemos realocar a largura de banda após o lançamento, e oferecemos flexibilidade na rede em terra. Além disso, tem um custo muito baixo de lançamento”. O modelo da Astranis é do tipo “SSatellite as a Service”, que que a empresa “aluga” o equipamento e toda a operação para outras empresas e países que precisam ter serviços completos de satélite mas não têm knowhow de desenvolver a própria tecnologia ou operar por conta própria.

Bauer também acredita que a demanda de largura de banda é exponencial e que, por conta disso, mais satélites são necessários. “Podemos não ter satélites suficientes para suprir toda a demanda”.

O executivo explica que a Astranis resolveu investir na órbita GEO justamente porque teria muitas empresas explorando a órbita baixa. “LEO é uma boa solução, mas não é resposta para tudo. A GEO permite soluções técnicas de forma rápidas. Estamos conversando com ISPs no mudo inteiro que estão alugando serviços de satélites. E o MicroGEO permite que cada um tenha o seu próprio GEO”, finalizou Bauer.

A canadense Kepler tem uma aposta semelhante em microssatélites, mas nesse caso para construir uma rede de órbita baixa (LEO) voltada inicialmente para IoT e transporte de alta capacidade, e posteriormente para acesso banda larga em tempo real, quando a constelação estiver completa. “Já temos 15 satélites que têm um custo de construção e lançamento muito menor do que satélites convencionais, e acreditamos que esse tipo de solução será o futuro com o barateamento e inovação nas tecnologias de antenas”, diz Nathan Robinson, diretor comercial da empresa.

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