Após migração da TVRO, banda C seguirá para serviços profissionais

Foto: Pixabay

A migração da TVRO, a transmissão da TV aberta por satélite, da banda C para a banda Ku não significa o fim da prestação de serviços baseados em banda C no país. A interferência do serviço móvel 5G na recepção da banda C pode ser mitigado, o que garantirá que a banda tenha ainda bastante futuro. Embora tenha sido descarta no serviço de TVRO, por conta dos custos e das dificuldades operacionais, a mitigação será adotada para preservar os serviços profissionais.

"Outros serviços na banda C demandarão a instalação de filtros, e estamos discutindo as características desses filtros, mas acredito que a banda C continuará tendo a importância de sempre", disse Rodrigo Campos, diretor geral da Eutelsat Brasil, no Congresso Latinoamericano de Satélites, evento organizado por TELETIME Glasberg Comunicações.

De acordo com Sérgio Chaves, diretor de negócios da Hispamar, a banda C é muito usada na América Latina em diversos serviços. "Com antenas maiores, pode-se mitigar a interferência do 5G", destaca.

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A radiodifusão, grande usuária da banda C para contribuições de jornalismo e para a transmissão para as emissoras afiliadas, também deve seguir apoiada pela transmissão satelital em banda C.

"Na minha visão a banda C continuará importante para as operações dos radiodifusores, com a contribuição e distribuição dos conteúdos. Para ter o conteúdo local, usam muito a distribuição na banda C, que tem maior confiabilidade e está há 50 anos no mercado sem ter grandes ofensores", explica Cláudio Zylberman, diretor de tecnologia da Claro.

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