Vodafone se junta à Datora para atuar como MVNO no Brasil

A Vodafone anunciou oficialmente nesta sexta-feira, 2, a sua entrada no Brasil por meio de uma parceira com a operadora móvel virtual (MVNO) Datora Telecom. Em comunicado, a companhia inglesa afirmou que o acordo não inclui a compra de participação de nenhuma das empresas, mas que o setor de comunicação máquina-a-máquina (M2M) da companhia brasileira, a Datora Mobile, passará a se chamar de Vodafone Brasil para atuar diretamente neste mercado de M2M. O anúncio também dá a entender que a parceria da Datora com a Virgin Mobile no País foi finalizada.

Segundo o comunicado, a parceria está de olho nas oportunidades com a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas do Rio de Janeiro em 2016 e focará "em desenvolver o mercado brasileiro de machine-to-machine". Outro potencial são os cerca de 750 clientes globais da Vodafone que já têm atuação no mercado brasileiro, além das próprias multinacionais brasileiras que têm atuação fora do País. Até por isso, a Vodafone Brasil trabalhará diretamente com a divisão corporativa da companhia europeia, a Vodafone Enterprise, ganhando "capacidade de compra global" com "acordos comerciais mais interessantes" e passando a poder oferecer as plataformas da operadora inglesa.

A Datora Telecom atua no Brasil com clientes corporativos nos setores automotivo, de seguros, infraestrutura, serviços médicos e financeiro. Em 2012, a empresa lançou a Datora Mobile, que atua com foco em M2M e, segundo comunicado, possui "mais de 150 mil conexões machine-to-machine". No entanto, a empresa, como autorizada de rede virtual, informou à Anatel que possuía em junho 7.250 acessos GSM, sendo 6.510 somente na área de registro 11, em São Paulo. No banco de dados da agência, isso se contabiliza como conexões 2G de handsets, para consumidor final.

No comunicado à imprensa, o diretor das Américas, Oriente Médio e África para os mercados parceiros da Vodafone, Colin MacDougall, afirmou que a parceria "garante para a Vodafone uma presença substancial em todo o Brasil", que representa "uma grande oportunidade" para a empresa. MacDougall diz que há "um número crescente de empresas globais" que estão "procurando incorporar comunicações M2M em suas principais operações no País". Já o CEO da Datora Telecom, Wilson Otero, acredita que o mercado brasileiro de M2M "tem um potencial imenso de crescimento".

Atualmente, o setor de conexões máquina-a-máquina só representa 2,86% do total de acessos móveis, ficando em 7,6 milhões de conexões no Brasil em junho. A líder com folga é a Claro, com 46,07% de participação, seguida pela Vivo, com 21,98%; e TIM e Oi, com 16,53% e 13,85%, respectivamente. A única outra MVNO em atuação no País como autorizada, a Porto Seguro, informou possuir 61.444 conexões em junho. A previsão da consultoria TechPolis é de que o mercado brasileiro quadruplique esse número até 2016, chegando a 36 milhões. A projeção é otimista por conta da possível implementação da nova legislação que reduz o Fistel para os equipamentos M2M em até 80%, o que deverá ocorrer até o final de 2013.

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