5G da Claro antes do leilão foi possível por avanços recentes da Anatel

A iniciativa da Claro de lançar comercialmente o 5G no Brasil antes da realização do leilão de espectro foi possível não apenas pela tecnologia de compartilhamento dinâmico de espectro (DSS), mas também graças a recentes medidas da Anatel. 

Primeiro porque permitiu com a resolução 703, de 1º de novembro de 2018, o aumento do acúmulo de espectro, o que levou a Claro a liderar em capacidade em várias regiões do País após a incorporação da Nextel. A tabela dos limites máximos de espectro já levando em conta a fusão das duas operadoras foi divulgada pela Anatel em 1º de junho.

Outro ponto é que a Superintendência de Outorgas e Recursos a Prestação (SOR) da agência recentemente atualizou os requisitos técnicos que permitiram a certificação e comercialização de equipamentos 5G. Esses requisitos seguem padrões internacionais, como 3GPP e ETSI, e contou com participação de laboratórios, organismos de certificação, fabricantes e operadoras. Sem isso, não seria possível operar os equipamentos – incluindo o celular Motorola Edge, o primeiro compatível com o 5G.

Não a toa, o presidente da Anatel, Leonardo Euler, tem manifestado em diversas ocasiões recentes que as operadoras já poderiam lançar o 5G comercialmente utilizando frequências que elas já detêm. A realização do leilão, por outro lado, ainda está dependendo de mais fatores e só deverá acontecer em algum momento de 2021.

A Ericsson, por sua vez também já vinha comentando a possibilidade de usar espectro existente para o 5G por meio do compartilhamento dinâmico de espectro. Entre os casos de uso, a fornecedora citou uso de frequências de 700 MHz e 800 MHz. A companhia lançou em fevereiro o Ericsson Spectrum Sharing (ESS), que permite a implantação tanto do 4G quanto do 5G na mesma banda e no mesmo rádio por meio de uma atualização de software – alocando dinamicamente o espectro com base na demanda do usuário em 1 milissegundo.

Investimentos

No comunicado do lançamento do 5G, a Claro afirma que está contribuindo nas discussões com a Anatel e a sociedade para chegar a um modelo de leilão "que seja isonômico entre todos os participantes e com políticas que ajudem a acelerar os benefícios e a adoção da nova tecnologia". A empresa diz que o certame será um próximo passo, levando em consideração a crise atual e o "significativo investimento" para a aquisição do espectro e para a implantação da infraestrutura e virtualização da rede.

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