Citel busca financiamento para desenvolver pontos de troca de tráfego nas Américas

A Comissão Interamericana de Telecomunicações (Citel), Órgão da Organização dos Tratados Americanos (OEA), está buscando uma aproximação com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Banco Mundial para apoiar projetos de implementação de Pontos de Troca de Tráfego (PTTs) nos países da região.

De acordo com o secretário executivo da Citel, o brasileiro Clovis Baptista, está sendo feita uma aproximação inicial com essas instituições para o financiamento do projeto, mas ele afirma que a OEA já tem uma rede ampla de acordos de cooperação firmados como BID, por exemplo.

A ideia é inicialmente identificar os países que estão mais atrasados na implementação desse tipo de infraestrutura. O papel da Citel seria de assessoramento técnico dos projetos em cada país. O objetivo, entretanto, é mais amplo: com os PTTs instalados, o próximo passo seria conectá-los através de um grande backbone sul-americano.

Baptista lembra que a parte sul já está sendo feita pelo projeto do anel ótico sul-americano, coordenado pela Unasul. É preciso, contudo, integrar também o Caribe e a América Central. A partir da Colômbia, essa rede sul-americana encontraria uma rede que liga os países da América Central, a Auto Pista Mesoamericana de la Información.

A vantagem de uma rede como essa, ele explica, é que em vez de buscar o conteúdo fora da região, por exemplo, Miami, o tráfego seria trocado nos PTTs (peering) o que reduz o custo da banda larga. "Hoje o tráfego do Panamá passa por Miami antes de chegar ao Brasil", exemplifica.

Recomendações

Na última reunião do Comitê Consultivo Permanente I (CCPI), que trata das tecnologias de Informação e Comunicação, que aconteceu em maio em Buenos Aires, o Brasil apresentou um documento para que fosse criado um grupo ad hoc sobre a implementação de PTTs regionais. A decisão final, entretanto, foi incluir o assunto na pauta de discussão do grupo de relatoria já existente sobre Internet.

A CCPI aprovou recomendação para os países da região sobre as taxas de interconexão da rede móvel, a nossa VU-M. A exemplo do que está sendo feito pelo Brasil, a recomendação aprovada prevê que, ao determinar valores de VU-M, os reguladores levem em conta as melhores práticas internacionais e, quando possível, que os valores definidos sejam baseados em modelos de custos que reflitam custos eficientes de um operador hipotético. Segundo Baptista, a taxa de interconexão na região é das maiores do mundo, o que gera preços elevados para os usuários.

Outra recomendação aprovada foi a de que os governos busquem reduzir as tarifas de roaming, bem como mitigar o roaming indevido em zonas de fronteira. A Citel vai preparar uma tabela com todas as tarifas de roaming praticadas pelos 34 países da região, tarefa que ficou a cargo do regulador peruano, a Osiptel.

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