Nova oferta foi pensada nas necessidades da PT, dizem analistas

A nova proposta da Telefónica pela participação da PT na Vivo foi bem recebida pelo mercado. Analistas brasileiros acreditam que os espanhóis, ao apresentarem a possibilidade que a PT saia da Vivo aos poucos, chamada de alternativa B, conseguiram atender os interesses de ambas as companhias.
Ao adquirir um terço da participação da PT na Brasilcel (veículo através dos qual ambas as empresas dividem o controle da Vivo), a Telefónica já consegue o controle integral da companhia brasileira e poderá, desde já, dar início ao processo de integração entre Vivo e Telesp. Para os portugueses, que já mostraram que não querem sair do Brasil, a venda em fases, permite que eles ganhem tempo para negociar algum outro investimento no País. Além disto, caso a PT opte pela venda integral e imediata da sua participação, com 6,5 bilhões em caixa sua capacidade de negociação fica prejudicada.
A Telefónica coloca uma cláusula, entretanto, que a protege de capitalizar um concorrente. Caso a PT adquira neste meio tempo uma participação igual ou superior a 10% em qualquer companhia que concorra direta ou indiretamente com a Vivo, a PT fica obrigada a se desfazer imediatamente do restante da participação. A alternativa B também garante a PT dividendos anuais mínimos de 5% do valor ofertado por um terço da participação da PT, que daria algo em torno de 250 milhões de euros por ano.
Oi
Importante ressaltar que dentro da alternativa B, cotada pelos analistas como a mais razoável para a PT, fica a cargo dos portugueses venderem a participação restante ou não. É pouco provável, entretanto, que eles optem por ficar na Vivo – ou na sociedade resultante da fusão entre Vivo e Telesp – na condição de acionistas minoritários. A visita do primeiro ministro português ao Brasil é um forte indicativo de que há uma negociação para que a PT compre uma participação na Oi. Fontes de Brasília informam também que executivos da PT já demostraram esse interesse dentro da Anatel.
Bolsa
O desempenho das ações da Telemar no pregão desta quarta-feira, 2, refletiram essa possibilidade. O papel ordinário da Telemar fechou o pregão entre as maiores altas da Bolsa ao subir 8,76%. A ação preferencial teve alta de 2,73%.
Telefónica
É muito provável que a entrada da PT no capital da Oi venha a ser encarada com simpatia pela própria Telefónica. Em recente conversa informal de uma fonte da empresa no Brasil com TELETIME, a multinacional espanhola manifestou preocupação com a grave situação financeira da Oi e sua dificuldade de fazer investimentos nas regiões menos desenvolvidas do País, que estão em sua área de cobertura. Essa incapacidade de investimento, segundo essa fonte, dificulta enormemente qualquer projeto de universalização da banda larga.

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