Modelo e padronização são obstáculos para mobile commerce

Por que o mobile commerce deslanchou no Japão, mas nos EUA ainda está engatinhando? Essa foi a pergunta que diversos especialistas tentaram responder durante um painel dedicado ao tema nesta quarta-feira, 2, na CTIA Wireless 2008, em Las Vegas. Uma das explicações apontadas é a dificuldade de se acertar o modelo de negócios entre operadoras e bandeiras de cartões de crédito, por exemplo. Por um lado, é complicado convencer uma empresa como a Visa a ceder parte da sua comissão para operadoras celulares, caso o mobile commerce seja apenas uma substituição de outras formas de compra. Por outro lado, as operadoras, que tanto investiram em redes e que subsidiam fortemente os telefones celulares, jamais aceitarão abrir livremente sua base de clientes para mobile commerce sem ganhar algo em troca. ?Se conseguirmos provar que o mobile commerce aumenta o total de vendas, talvez consigamos equacionar essa questão?, disse Mick Mullagh, CEO da Vivotech, empresa que viabiliza sistemas de mobile payment.
Outro problema é a falta de padronização. ?Cada operadora faz mobile commerce ou mobile banking de um jeito diferente. Mas os comerciantes querem que suas mercadorias estejam acessíveis para todos os consumidores?, comentou Mathew Talbot, CEO da Sybase 360. ?O walled garden é um grande obstáculo. É preciso abrir as redes?, sugeriu Dave Sikora, CEO da Digby, empresa que desenvolve aplicações de mobile commerce para grandes varejistas, como a rede de livrarias Barnes & Noble.

Diferenciar

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Por fim, foi ressaltada a necessidade de se criar ferramentas de comércio eletrônico que sejam adaptadas ao ambiente celular. ?Só porque o celular tem um browser não quer dizer que você deve tratar mobile commerce igual ao e-commerce. Mobile commerce é diferente de e-commerce, que é diferente de se comprar diretamente na loja, que é diferente de se comprar por catálogo?, afirmou Sikora, da Digby.

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