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Qualcomm aposta em computadores conectados para projetos de educação

Um dos projetos prioritários da Qualcomm no Brasil é desenvolver o conceito de computadores conectados de baixo custo (ACPC) para projetos de educação no Brasil. “Acreditamos que todo estudante precisa de um computador. Esse computador tem que ter um desempenho de bateria excelente e precisa estar conectado. É nisso que apostamos e queremos que as autoridades do setor de educação entendam esse conceito”, diz Francisco Giacomini Soares, VP de assuntos institucionais e regulatórios da empresa no Brasil.

Durante o Mobile World Congress (MWC 2022) que acontece esta semana em Barcelona, diversos fabricantes de notebooks lançaram aparelhos que trazem como principal inovação o uso de processadores de celulares na configuração do hardware. Os equipamentos também ocupavam espaço relevante no portfólio de demonstrações da Qualcomm. 

A vantagem é um uso muito mais eficiente de bateria, a possibilidade de conexão permanente com a rede 4G ou 5G, além da simplicidade de uso. Os computadores que utilizam o processador Snapdragon da Qualcomm (o mesmo que é utilizado em handsets) podem rodar Windows ou ChromeOS como sistemas operacionais, e podem se conectar à rede de qualquer operadora por meio do eSIM (chip virtual). São equipamentos de baixo custo e mais robustos. “É um computador que precisa ser do aluno, para que ele use nas atividades de educação e nas atividades pessoais. O que vimos na pandemia foi o déficit de dispositivos no Brasil, e isso precisa ser endereçado pelas políticas públicas”. 

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Giacomini Soares diz que um dos desafios no Brasil é fazer com que os processos de licitação de Estados e Municípios levem em consideração as especificações desse tipo de dispositivo. “Não é como comprar um PC tradicional, porque é um equipamento feito para que tudo possa rodar na nuvem, então tem muito menos memória, por exemplo, e não precisa de tantas portas e saídas”, diz ele. A Qualcomm tem algumas parcerias já costuradas para levar esses modelos ao Brasil. Uma delas é a Acre, mas outras estão em negociação.

Uma das apostas da empresa é convencer o governo a investir na aquisição desses dispositivos para a população de baixa renda com os vários recursos que serão destinados à Educação nos próximos anos. Além dos recursos do edital de 5G e dos recursos previstos no orçamento do Ministério da Educação, existe ainda a previsão de R$ 3,5 bilhões para projetos de educação aprovados pelo Congresso, e no futuro, pelo menos 30% dos recursos do Fust.

As secretarias de educação precisariam, além da compra dos equipamentos, fazer ainda a compra ou negociação de alguma plataforma de educação, como o Google Classroom, capacitar os professores para uso destas tecnologias e negociar o acesso por 4G ou WiFi com as operadoras de telecomunicações.

UCA

A ideia de computadores conectados não é nova: em 2010 o Brasil chegou a discutir o projeto do UCA (Um Computador por Aluno), que na época esbarrou no custo do hardware, nas dificuldades de acesso e nas limitações de conteúdo para equipamentos que não podiam contar ainda com o processamento em nuvem. Um dos idealizadores do conceito foi o pesquisador do MIT Nicolas Negroponte, que também previu nos anos 90 a migração da Internet para o mundo móvel.

No dia 12 de abril a TELETIME organiza, em Brasilia, o encontro Educação Conectada, para discutir o casamento entre o setor de telecomunicações e o de educação na oferta de conectividade, conteúdos, aplicações e dispositivos, e as políticas públicas dedicadas a isso. Mais informações pelo site www.Teletime.com.br/eventos

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