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Vivo fecha por R$ 1,8 bi acordo com fundo canadense CDPQ para rede neutra

A Vivo fechou nesta terça-feira, 2, a transação com o grande fundo investidor internacional com quem estava negociando para a separação industrial da fibra em uma nova empresa, a FiBrasil. Trata-se da canadense Caisse de dépôt et placement du Québec (CDPQ – não confundir com a brasileira CPqD), que aceitou pagar um investimento total de R$ 1,8 bilhão na joint-venture, ficando com 50% da nova empresa, enquanto Vivo e Telefónica Infra dividirão a metade restante em um esquema de governança de cocontrole com a CDPQ. 

A nova empresa, oficialmente batizada de FiBrasil Infraestrutura e Fibra ótica SA, operará como rede neutra com uma pegada inicial de 1,6 milhão de homes passed herdados da Vivo, com objetivo de atingir 5,5 milhões de HPs até 2024. Assim, a FiBrasil deverá implantar infraestrutura em cidades de “tamanho médio” pelo Brasil, fora do estado de São Paulo, e oferecer acesso de fibra até a residência (FTTH) no atacado para todos os provedores de telecomunicações. 

O modelo a ser adotado é semelhante ao que a empresa já tem nas parcerias com a American Tower e Phoenix Tower, no qual há menos Capex, mas responsabilidade por Opex para as casas conectadas.

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A transação será submetida a aprovações regulatórias, mas as empresas esperam que o fechamento ocorra já no segundo trimestre deste ano.

Capacidade de investimento

O montante investido pela CDPQ equivale a 408 milhões de dólares canadenses, considerando os dois pagamentos primário e secundário. “As contribuições de capital da companhia e a alavancagem esperada a ser levantada pela FiBrasil proporcionará um plano de negócios totalmente financiado para alcançar as metas de implantação da empresa”, diz o fundo em comunicado. 

O fundo canadense, que tem investimentos em infraestrutura de R$ 136 bilhões (CA$ 30 bilhões) no setor, diz que conta com “forte capacidade de investimento” e experiência em gerir esse tipo de ativo. A FiBrasil, por sua vez, vai se beneficiar das capacidades de varejo da Vivo entre vários canais, digitais e físicos. A operadora será a principal cliente.

Em comunicado, o COO do Grupo Telefónica, Ángel Vilá, comentou que a joint-venture permitirá “fortalecer a proposta de valor e reforçar a estratégia de crescimento”. Por sua vez, o vice-presidente executivo e diretor de infraestrutura da CDPQ, Emmanuel Jaclot, declarou que a transação “é uma oportunidade para diversificar ainda mais nosso portfólio de infraestrutura e demonstra o interesse contínuo da CDPQ no Brasil e na região latino-americana, onde vemos oportunidades em uma variedade de setores”. 

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