Para SES, indenização bilionária de migração da banda C nos EUA é bem-vinda

Foto: Pixabay

Para o CEO da SES, Steve Collar, a decisão da agência reguladora norte-americana, a Federal Communications Commission (FCC), de manter o valor de US$ 9,7 bilhões para a migração acelerada para a limpeza da banda C nos Estados Unidos foi positiva. Ao comentar o resultado financeiro do ano passado para a operadora satelital, o executivo diz que "tem prazer em expressar o apoio" à proposta do presidente do conselho da FCC, Ajit Pai, para agilizar a liberação de espectro na faixa de 3,5 GHz para o 5G. 

"Este é um resultado ganha-ganha-ganha na qual trabalhamos incansavelmente por quase três anos", declarou Collar em comunicado. "O resultado dos pagamentos da migração acelerada vai ser usado para melhorar o valor por meio de entrega pragmática de investimentos direcionados com foco no nosso negócio de redes, de rápido crescimento, e no retorno para nossos acionistas", declarou.

Conforme a decisão da reguladora norte-americana, a SES deverá receber um total de quase US$ 4 bilhões, dos quais US$ 982,7 milhões são na primeira fase, que se encerraria em 5 de dezembro de 2021. A segunda fase, com pagamento de US$ 3,009 bilhões para a empresa, seria encerrada na mesma data, mas em 2023. 

Neste contexto e dentro do plano de reestruturação organizacional também anunciado nesta segunda-feira, a SES também já está traçando a estratégia para lidar com a migração da frequência nos Estados Unidos. Isso será feito com um time dedicado para executar o que a empresa chama de "realocação de espectro mais complexa e exigente já contemplada". O grupo será composto por funcionários da própria operadora, que diz que isso será uma "oportunidade de transformação" para clientes e para a criação de valor aos acionistas.

A proposta de pagamento bilionário para que as operadoras satelitais acelerem a limpeza do espectro de 3,5 GHz foi bem recebida pela SES e pela Telesat. Mas não seria o caso com a ex-colega de C-Band Alliance, a Intelsat, que dizia que o valor não corresponderia à proporção de antenas das quais dispõe nos EUA. Além disso, acionistas da Intelsat propõem que a empresa entre em processo de solvência e judicialize a questão, alegando que o capital necessário para o processo (e para a sustentabilidade da operação) iria prejudicar a empresa. Desde a divulgação da decisão final do conselho da FCC na última sexta-feira, a operadora ainda não se pronunciou. 

Balanço financeiro

O valor da indenização proposta pela FCC para a SES acelerar a limpeza da banda C seria bem-vindo para a operadora estabilizar os resultados financeiros. A companhia encerrou 2019 com uma queda de 1,3% na receita, totalizando 1,983 bilhão de euros. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) caiu 3,1%, ficando em 1,216 bilhão de euros. Por sua vez, o lucro atribuível a acionistas aumentou 1,3%, encerrando o ano passado em 296,2 milhões de euros. 

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