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Negociações entre Grupo TIM e governo da Itália para rede única voltam à estaca zero

Expirou nesta última quarta-feira, 30 de novembro, o prazo de discussões para fusão da infraestrutura fixa do Grupo TIM na Itália com a rede da Open Fiber, controlada indireta do governo do país.

Discutida oficialmente desde a assinatura de memorando de entendimento (MoU) em maio, a negociação que criaria uma rede fixa nacional deve voltar à estaca zero após a criação de um grupo de trabalho sobre o tema pelo governo italiano, empossado no mês de outubro.

O anúncio da comissão interministerial motivou o encerramento das discussões no âmbito do MoU por parte da Cassa Depositi e Prestiti (CDP), banco estatal italiano que controla a Open Fiber. O fundo Macquarie é sócio minoritário na operadora de fibra, ao passo que o próprio Grupo TIM também tem um parceiro estratégico para sua rede fixa envolvido nas tratativas (o fundo KKR).

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“Tendo em conta a relevância sistémica da transação, considerou-se adequado deixar expirar os prazos previstos no memorando de entendimento assinado em 29 de maio com a TIM e a KKR relativo à potencial integração da infraestrutura de rede da TIM e da Open Fiber. A CDP Equity, a Macquarie Asset Management e a Open Fiber expressam sua disponibilidade para participar do grupo de trabalho proposto pelo governo”, afirmou a CDP.

Já o Grupo TIM manifestou “sua abertura à discussão em espaços institucionais”, mas afirmou que vai avaliar todas as opções estratégicas disponíveis para seguir com o plano de segregação estrutural. Além de sócios para a unidade de redes fixas, a empresa também tem buscado parceiros para outros spin-offs, como o da TIM Enterprise, tendo em vista a redução do endividamento.

Com o reinício das discussões, a criação de uma rede de fibra nacional, de controle público e exclusivamente atacadista segue nos planos do governo italiano. No entanto, a administração já rechaça publicamente a ideia (aventada no período eleitoral) de uma oferta pública de ações (OPA) liderada pelo CDP para fechar capital do Grupo TIM.

Uma nova abordagem para a rede única deve ser divulgada pelo governo até 31 de dezembro, fixado como deadline para o grupo de trabalho interministerial. Algo aventado seria a formação de um “consórcio” com vários players – como os próprios fundos KKR e Macquaire – e governança que permita ao CDP controlar a operação, entende a imprensa italiana.

Qualquer operação, contudo, passa por atuais acionistas do Grupo TIM, como os franceses da Vivendi. Questões trabalhistas relacionadas à reestruturação da operadora e concorrenciais com a União Europeia também estão em jogo, bem como o papel da TIM Brasil.

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