Audiência pública no Senado para ouvir ministro sobre 5G fica para dia 8

Foto: Geraldo Magela/Agência Senado

O ministro das Comunicações Fabio Faria cancelou sua participação na audiência pública na Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado onde falaria sobre a situação atual do processo de licitação de radiofrequências que serão usadas para implementar a tecnologia 5G no Brasil. A audiência com Fabio Faria ficou para a próxima quarta-feira, 8 de dezembro.

Segundo informações apuradas na comissão, a sabatina de André Mendonça na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na casa, desmobilizou senadores do governo para apoia-lo durante a audiência na CCT. Mendonça é indicado pelo presidente Jair Bolsonaro para a vaga de ministro do STF.

Esta é a segunda vez que Fábio Faria cancela participação em audiência pública na CCT. Segundo o autor do requerimento do debate, senador Jean Paul Prates (PT-RN), a ideia é ouvir o ministro para obter mais elementos para preparar o relatório de avaliação da implementação da quinta geração de telefonia móvel no Brasil. A implementação do 5G foi a política pública escolhida para ser avaliada pela CCT.

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"Devemos ter bom senso e entender que de fato, a sabatina de André Mendonça desmobilizou alguns senadores. Caso haja algum contratempo, podemos apresentar este relatório no ano que vem, no começo dos trabalhos do legislativo", disse Jean Paul Prates ao Teletime. O senador do Rio Grande do Norte também afirmou que espera que na próxima semana, a CCT ouça Fábio Faria.

Implementação do 5G

A Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado aprovou em setembro o requerimento do senador Jean Paul Prates (PT/RN), líder da Minoria, para que a política pública avaliada pela Comissão fosse a implementação do 5G no Brasil. O senador demonstrou, em seu requerimento, preocupação com a demora da chegada da tecnologia ao País, em comparação a outros lugares do mundo.

"Lembramos que há uma disputa mundial pelo comércio do 5G, já que os bloqueios feitos pelos EUA e por outros países europeus às empresas chinesas têm provocado uma verdadeira corrida para a substituição de tecnologias nessas nações", escreveu Prates no requerimento.

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