Intelig nega rumores de aquisição pela TIM

A despeito dos rumores de mercado no sentido de que a TIM tenha adquirido a operadora de telefonia fixa e de longa distância Intelig, o presidente desta última empresa, Leo Simpson, disse desconhecer que esteja ocorrendo tal processo ou que haja indícios neste sentido. Por exemplo, não está havendo due diligence nem o assunto foi discutido entre os acionistas (o grupo Docas Investimentos, do empresário Nelson Tanure) e a direção da Intelig. Entretanto, isto não é garantia de que o processo de venda não esteja em andamento. O executivo não quis comentar se a fusão seria boa para a Intelig e lembrou que a empresa está trabalhando com o orçamento para 2009.
Uma outra fonte próxima à Intelig informou a TELETIME News que houve sim conversas entre os acionistas das duas empresas, mas nada estaria fechado até agora.
Os boatos não afetaram os clientes, diz Simpson. E isto não é de se estranhar. Afinal, eles ouviram durante os últimos seis anos que a empresa estava sendo vendida para "este ou aquele" investidor, até que as tentativas culminassem num acordo com o grupo Docas, o que os deixou acostumados a esse tipo de rumor. Surpreendente mesmo seria passar seis anos à procura de um comprador e depois ser vendida duas vezes em um ano. Para Simpson, pode ser uma mera especulação para ver a reação do mercado.

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No Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e na Anatel não consta qualquer pedido de avaliação sobre uma fusão entre as duas empresas. Mas é importante lembrar que esses dois órgãos, em tese, só ficam sabendo de algo assim quando há uma iniciativa oficial ou, no mínimo, uma consulta. E ao que tudo indica nada disto foi feito.
Mercado
Os analistas receberam com desconfiança a notícia de que a Intelig seria vendida para a TIM. "Não sei se seria um investimento prioritário para a TIM nesse momento em que ela precisa investir mais na rede celular e tem dívidas para pagar em razão das licenças de 3G", comentou Luciana Leocádio, da Ativa. Eduardo Roche, do Modal, entende que a rede de Intelig agregaria valor à TIM, mas seria preciso analisar o preço a ser pago. "Tudo depende do preço e da estratégia por trás da aquisição", resumiu.
O boato de compra da Intelig não parece ter interferido tanto nos papéis da TIM nessa segunda-feira, 1. As ordinárias (TCSL3) e as preferências (TCSL4) fecharam em baixa próxima à média da Bovespa. Enquanto a Bolsa teve queda de 5,07%, a TCSL3 caiu 4,34% e a TCSL4, 2,6%.
Planos para 2009
A Intelig está sob controle do grupo Docas desde o início deste ano. De acordo com entrevista de Simpson para a edição de novembro da revista TELETIME, a empresa deverá aumentar a receita bruta para 2009 – em 2007 foram R$ 700 milhões. De janeiro a agosto de 2008 o segmento de dados cresceu 42% para o mercado corporativo e 10% para o residencial em relação a igual período de 2007. Entre os novos planos para a Intelig estão a retomada do investimento no mercado residencial aproveitando seu backbone nacional em fibra óptica com a última milha em open WiMAX. A idéia é comprar licenças assim que sair o leilão de novas freqüências para esta tecnologia. A área corporativa hoje é responsável por 80% de sua receita. O backbone da Intelig poderia ser interessante para a TIM, que passou a oferecer recentemente telefonia fixa por sua rede móvel.

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