UFF testa fibra óptica plástica para distribuidora de energia elétrica

A Universidade Federal Fluminense (UFF) trabalha em um projeto piloto para uso de fibra óptica plástica em substituição à tecnologia PLC (Power Line Communication), usada na comunicação entre equipamentos de campo. A iniciativa está sendo conduzida a pedido de uma distribuidora de energia elétrica, cujo nome o professor Andrés Pablo Lopes Barbero – ligado ao Departamento de Engenharia de Telecomunicações da UFF – não pode revelar. O protótipo está em desenvolvimento e deve ser testado em campo nos próximos seis meses.
De acordo com o acadêmico, a fibra óptica plástica é feita de acrílico, mais barato que a fibra óptica convencional e mais fácil de manusear, além de mais adequada para fazer emendas, quando necessárias. Com apenas 2 mm de espessura, pode ser instalada por dentro dos dutos de energia elétrica.
"Fora do Brasil a fibra óptica plástica já é usada em larga escala para prover banda larga às casas e empresas. Trata-se de uma alternativa interessante e de baixo custo para uso em redes de curta distância, com até 100 metros", explica o professor.

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Barbero revela que a UFF tem outros trabalhos acadêmicos em curso, envolvendo o uso puro da fibra óptica plástica. Além de poder substituir com eficácia o par de cobre trançado, o material mostra-se ideal para fabricar sensores ópticos e trafegar aplicações multimídia, como vídeo ou mesmo IPTV. "Já chegamos a alcançar 500 Mbps numa distância de 200 metros. É uma boa performance, sem dúvida", garante ele.

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