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Escola conectada traz complexidade à EAF, mas ‘não é impossível’, diz Moreira

Conselheiro da Anatel, Moisés Moreira, durante painel do Congresso Latinoamericano de Satélites 2021

A possibilidade de a Entidade Administradora da Faixa de 3,5 GHz (EAF) assumir também a responsabilidade da gestão das escolas conectadas, conforme sugerido pela área técnica da Anatel em parecer agora sob a relatoria do conselheiro relator do edital do 5G, Emmanoel Campelo, preocupa o setor satelital, mas a agência considera ser factível. No entanto, há uma preocupação de como isso seria operacionalizado.

Pelo lado da Anatel, o conselheiro Moisés Moreira pontua que entende a complexidade a ser enfrentada pelo Gaispi, grupo de trabalho que seria responsável pela operacionalização dos projetos encaminhados pelo Ministério da Educação. “É bastante trabalho, sem dúvida. Muito mais do que o Gired pela diversidade de trabalhos, mas não é impossível”, afirmou ele nesta quarta-feira, 1º, durante painel no Congresso Latinoamericano de Satélites, evento online organizado por TELETIME e Glasberg Comunicações.

Ou seja: são muito mais tarefas do que o processo da digitalização da TV para limpeza da faixa de 700 MHz, coordenado pelo Gired, grupo liderado por Moisés e parte da Entidade Administradora da Digitalização (EAD). Afinal, o Gaispi lidará com rede privativas, Programa Amazônia Integrada e Sustentável (PAIS), limpeza da faixa e migração das TVROs da banda C para a banda Ku. 

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Preocupa também como será a definição de como será essa gestão dos recursos para as escolas conectadas vindos da faixa de 26 GHz. “Realmente, traz para discussão dentro do Gaispi uma complexidade muito grande de como atuar nisso, porque coloca a faixa de 26 GHz no jogo e [precisa] pensar com mais detalhes”, declara Moisés Moreira. 

“Ainda não tenho uma definição na cabeça, até porque as proponentes do 3,5 GHz fazem parte do Gaispi – mas e as que compraram apenas o 26 GHz, como ficam?”, indaga. De fato, o parecer da área técnica estabelece atribuições ao grupo, mas não sugere alterações em sua constituição. 

Lado satelital

O presidente do Sindisat, Luiz Otávio Prates afirma que há grande preocupação do setor com a EAF. Para ele, as atividades da entidade têm de ser conduzidas com cautela, uma vez que há muitos desafios já na parte da limpeza da banda C e na questão de filtros. 

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