Base pós-paga da Oi aumentou 20% em 12 meses

A base de assinantes pós-pagos de celular da Oi cresceu 20% entre junho de 2011 e junho deste ano, passando de 4,82 milhões para 5,79 milhões. A participação desse segmento na base total de usuários móveis da empresa subiu de 12,3% para 12,8%. Ou seja: a companhia está conseguindo captar proporcionalmente mais clientes pós-pagos do que pré-pagos. No mesmo intervalo, sua quantidade de usuários pré-pagos cresceu 14,4%, encerrando o segundo trimestre com 39,41 milhões de linhas. Ao todo, a Oi chegou ao fim de junho com 45,2 milhões de linhas móveis em serviço.

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A companhia atribui a melhora na base pós-paga ao foco em produtos convergentes, como o Oi Conta Total, que une banda larga fixa, telefonia fixa e telefonia móvel, fidelizando o consumidor e impedindo sua perda para os concorrentes. A expectativa é de que a participação da base pós-paga cresça ainda mais em razão da nova estratégia da companhia de voltar a subsidiar telefones celulares para clientes de alto valor.

Até o segundo trimestre de 2011, a Oi vinha registrando consecutivas perdas de clientes de alto valor. A partir do terceiro trimestre do ano passado, a empresa conseguiu reverter essa tendência. De lá para cá, a Oi calcula ter conquistado 451 mil adições líquidas de clientes de alto valor.

A receita média mensal por usuário (ARPU, na sigla em inglês) em telefonia móvel na Oi manteve-se praticamente estagnada no segundo trimestre: R$ 21,4. No primeiro trimestre era R$ 21,3. E no segundo trimestre de 2011 era R$ 21,6.

Dados

A Oi não divulga mais a receita obtida com dados e conteúdo móvel. "Tomamos essa decisão porque nossos concorrentes não divulgam. Não queremos dar munição a eles", disse o presidente da Oi, Francisco Valim. A TIM, contudo, divulgou dados bastante detalhados de seu desempenho financeiro e operacional em dados no segundo trimestre, incluindo número de usuários pós e pré-pagos de planos de dados. A Vivo também detalhou seu resultado financeiro com dados móveis no segundo trimestre. Dentre os concorrentes da Oi, somente a Claro não divulga esse tipo de informação, mas cabe lembrar que ela não é uma empresa listada em bolsa no Brasil.

A receita total da Oi com serviços móveis no segundo trimestre foi de R$ 2,23 bilhões, o que representou um aumento de 6,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Suspensão de vendas

A respeito da suspensão de vendas de novas linhas móveis, Valim disse que o impacto para Oi não será significativo "nem para o bem, nem para o mal". O executivo entende que o plano de investimento da operadora vai superar as expectativas dos consumidores e disse que foram feitas apenas alterações pontuais no cronograma original após o bloqueio das vendas.

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