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NEC quer 20% do mercado Open RAN global e já atua em projeto no Brasil

CEO da NEC, Takayuki Morita

A japonesa NEC revelou planos ambiciosos de conquistar 20% das receitas globais com redes de acesso desagregadas (Open RAN), a partir de proposta de fim a fim que envolve hardware, software e integração em arquiteturas abertas. Segundo a fornecedora, até mesmo projetos no Brasil já estão em curso.

As indicações foram realizadas durante a primeira entrevista do presidente e CEO da NEC, Takayuki Morita, para a imprensa das Américas realizada nesta última quarta-feira, 30, em programação paralela à do MWC 2021.

“Nosso alvo e objetivo é capturar pelo menos 20% do mercado Open RAN”, declarou o executivo, que assumiu o comando da NEC em abril. “Penso que em 2030, 40% das redes de acesso serão Open RAN”, completou Morita. Uma versão anterior desta matéria informava erroneamente que a meta da fornecedora era alcançar 30% do market share.

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Parte da confiança da NEC está ligada ao papel da empresa em roll-outs no Japão: a empresa já fornece rádios em conformidade com Open RAN para a parceira NTT e para a Rakuten, além de ajudar esta no desenvolvimento de core virtualizado 4G e 5G com arquitetura aberta.

Segundo Morita, os rádio contam com tecnologia massive Mimo e operação em ondas milimétricas, ao passo que o núcleo de rede “convergente” suportaria 5G standalone e non-standalone, além de tecnologias legadas desde o 3G.

No Reino Unido (onde vendors chineses foram barrados das redes de acesso), a NEC é uma das fornecedoras na rede comercial aberta da Vodafone. Já em pilotos da O2, da Telefónica, o papel ocupado foi de integradora, assim como ocorreu na Alemanha, também ao lado do grupo que controla a Vivo.

Brasil

Durante entrevista, a empresa não revelou parceiros, mas confirmou que já atua em projetos de Open RAN no Brasil. “Existem atividades em andamento na América Latina, especificamente no Brasil, mas não posso realmente fornecer o estágio porque não são informações públicas”, confirmou o vice-presidente de produtos da NEC, Patrick Lopez.

Em paralelo, um centro de excelência para pesquisa e desenvolvimento (P&D) em país não especificado da Latam está hospedando a criação de novos produtos. Japão, Reino Unido, Índia, leste europeu e EUA também contam com estruturas do gênero.

Pressão

O CEO da NEC ainda pintou um cenário complexo para as operadoras globais, que estariam sendo desafiadas e ameaçadas por gigantes de TI. Neste sentido, Morita defendeu novas proposições de valor para o setor.

No entanto, parcerias de teles com empresas de nuvem para atendimento de demandas do mercado corporativo seriam necessárias, acredita o executivo. A própria NEC anunciou que soluções de software OSS/BSS de sua subsidiária Netcracker rodarão na infraestrutura da AWS, conforme revelado no MWC. Um dos objetivos da solução é habilitar o fatiamento de rede.

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