Claro pede políticas públicas para viabilizar ampliação da cobertura em distritos

Fabio Andrade, vice-presidente de relações institucionais da Claro, sugeriu ao governo o desenvolvimento de políticas públicas que assegurem a viabilização de projetos para cobertura de redes móveis em localidades hoje não atendidas pelo celular. "As operadoras cumprem o que está previsto nos contratos, nas obrigações que foram estabelecidas pela Anatel no leilão de 4G, que incluem todas as sedes de municípios e um raio de 30 km. Mas de fato há distritos muito pequenos, às vezes com menos de 300 habitantes, que não estão cobertos porque faltam políticas públicas para viabilizá-los". Ele falou em audiência pública na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia (CINDRA) na quarta, 30. Andrade também sugeriu que a Anatel faça a fiscalização da qualidade dos serviços de telecomunicações na região Amazônica e indique as operadoras que prestam bons serviços ou não na região, evitando generalização. A audiência tinha como pauta justamente a qualidade dos serviços na região Amazônica.

O representante da Claro acredita que é preciso evitar generalizações, e afirmou que Anatel deve ir nas capitais, onde existe a obrigação contratual, comprovar o funcionamento dos serviços. "Eu acredito que a Anatel deva ir nas capitais para comprovar o funcionamento devido. Eu discordo que nas capitais nós não funcionamos. Nós temos deficiências nos distritos. Caso existam falhas nas capitais, cabe à Anatel comprovar essas falhas".

O deputado Sidney Leite (PSD-AM), que presidia a audiência, concordou com a proposta e disse que realmente era importante a Anatel fiscalizar e apontar quem falha e onde falha.

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Questionamentos

Fabio Andrade apresentou a proposta como uma resposta aos questionamentos feitos pelo parlamentar, que afirmou que em toda a região Amazônica, as operadoras não prestam um bom serviço. "Infelizmente, e principalmente, pagamos pelos serviços, mas Oi, TIM e Claro não entregam o serviço. As pessoas, os prefeitos e as prefeitura têm dificuldades de acesso à Internet. A Internet no Brasil é cara para a realidade dos brasileiros. Hoje, a quantidade de antenas é insuficiente para anteder a demanda. Na região do médio Solimões é complicado atender determinados serviços, porque a Internet deixa a gente na mão. Isso influencia, por exemplo no acesso das pessoas à previdência social", disse o parlamentar.

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