Compuline Telecom cresce em construção conjunta de rede

A operadora de telecomunicações gaúcha Compuline Telecom tem crescido para fora dos limites do Rio Grande do Sul explorando uma demanda das operadoras: a carência de backbone. A companhia, que tem licença de SCM e STFC, oferece um modelo de compartilhamento do investimento com a operadora. Com a rede pronta, parte das fibras é usada pela operadora que contratou a Compuline e parte a Compuline pode dispôr para atender os seus demais clientes, de acordo com o investimento aportado por cada uma das partes. De acordo com Luis Fernando Fuschini, diretor-executivo da Compuline Telecom, o modelo de negócio é estudado projeto a projeto. "Muitas vezes a operadora não tem agilidade para construir rede própria e ela não quer depender das empreiteiras, quer fazer isso com uma inteligência", diz ele em referência ao fato de a Compuline também ser uma operadora e, por isso, já ter negociado direito de passagem com as concessionárias de energia ou de rodovias, por exemplo.
A Compuline tem uma rede de 5 mil km entre backbone e redes metropolitanas de última milha. O último trecho construído pela empresa neste modelo foi São Paulo-Belo Horizonte em parceria com a TIM. Este trecho faz parte de um projeto amplo de compartilhamento entre Embratel, TIM/Intelig, Vivo e GVT, que, segundo Fuschini, vai de norte a sul do País. "Nós somos pioneiros neste modelo. A operadora procurar um provedor de acesso é um modelo novo no mercado", afirma.
Além da construção de backbone a Compuline atua também no fornecimento de última milha. A empresa tem presença local em mais de 120 municípios e, de acordo com o executivo, atua em regiões onde há pouca oferta de rede. "A Compuline está no oeste da Bahia, por exemplo, onde há um predomínio da Oi."
Nextel
A operadora está disputando o contrato de preparação da rede da Nextel para os serviços de 3G. Fuschini explica que é preciso preparar o backbone e backhaul da operadora para o aumento no tráfego que a nova tecnologia certamente trará à rede da operadora. A Compuline já apresentou sua proposta, que está sendo analisada pela Nextel.
O Grupo Compuline, que também atua em telefonia rural e no aluguel de sites e torres, faturou em 2010 R$ 91 milhões. A expectativa é que o faturamento de 2011 fique entre R$ 120 milhões e R$ 130 milhões, sendo que uma das áreas que mais cresce é a de redes de longa distância. O acionista majoritário da empresa é o diretor presidente, José Paulo Linné.

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