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TIM projeta liderança em espectro por usuário após integrar ativos da Oi

Em encontro com analistas realizado nesta segunda-feira, 1º, a TIM revelou uma série de projeções sobre sinergias, market share regional e espectro após a conclusão da compra dos ativos móveis da Oi ao lado das concorrentes Claro e Vivo.

Caso as aprovações regulatórias sejam obtidas, a operadora avalia que se tornará a líder do País em espectro médio por cliente, passando para 2,53 MHz/acesso após a transação. A mudança significaria o fim de um “gap histórico” de frequências da empresa frente às competidoras.

Os 49 MHz de espectro que a TIM vai receber representam 54% do montante detido pela Oi. O portfólio tem faixas de 900 MHz, 1,8 GHz, 2,1 GHz e 2,6 GHz.

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Crescimento

De forma geral, a absorção dos ativos da Oi é considerada o principal fator de crescimento da TIM durante o triênio. Com o sucesso da operação, a operadora prevê uma alta anual de dois dígitos no Ebitda até 2023, além de salto de quase 10% nas receitas.

Segundo o diretor financeiro da empresa, Adrian Calaza, 60% das sinergias serão relacionadas ao espectro e rede, com redução da necessidade de novos sites impactando capex e opex. A TIM deve receber 7,2 mil sites com o negócio, sendo 40% em novas localizações.

A operadora também espera uma diluição de custos a partir da base de clientes maior, além de redução no churn. Dos 14,5 milhões de chips que a TIM deve receber da Oi, 40% seriam pós-pagos e os outros 60%, pré-pagos. A intenção é encerrar a migração de clientes em seis meses após o fechamento da operação (previsto para o final deste ano).

Assim, a expectativa é que já em 2022 a empresa comece a receber receitas incrementais oriundas do negócio. Já o potencial completo da aquisição será colhido a partir de 2023, inclusive com o efeito positivo sobre as margens.

Share regional

A TIM também prevê valores adicionais de capex e opex como forma de preparação para a absorção. No encontro com investidores, a companhia notou que uma alavancagem comercial já está tendo início em praças onde a participação de mercado deve crescer.

Segundo dados fornecidos pela empresa, o Centro-Oeste pode exigir maior preparação, visto que o market share de 13% deve passar para 26% após o acordo. Na região Norte, o salto projetado é de 14% para 22%.

Já no Sudeste, a TIM espera passar de 20% para 27% de participação de mercado; e no Nordeste, de 24% para 27%. Já no Sul, onde já tem share de 34%, a intenção é alcançar 38% com os clientes da Oi.

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