Modelo end-to-end da SES prevê de construção e operação de ERBs a serviços em nuvem

Eric Watko, SES

A SES, maior operadora de satélites do mundo, vem há alguns anos diversificando sua estratégia para a oferta de serviços gerenciados. Agora, a empresa quer se tornar provedora de soluções completas de rede para provedores de telecomunicações móveis, desde a construção e operação dos sites até a conectividade e gerenciamento dos serviços em nuvem e gestão de conteúdos, por exemplo. Durante o MWC 2019, realizado em Barcelona, a SES Network demonstrava a sua ERB 4G (já pronta para 5G), entre outros serviços. Segundo Eric Watko, EVP de Produtos, Marketing e Estratégia da empresa, essa mudança começou com a aquisição da O3b e sua constelação de satélites de órbita média. "Fomos além da infraestrutura e entramos no mercado de provimento de serviços gerenciados para operadoras que precisam chegar a locais cada vez mais distantes. Estamos aprendendo muito nessa nova estratégia e crescendo em escala", diz Watko. As soluções podem ser pontuais, para eventos específicos, ou mesmo permanentes. "Fazemos desde a pesquisa do site, comissionamos a construção dos sites, resolvemos o problema de conectividade com satélite MEO e GEO (órbitas média e geoestacionária) e gerenciamos os serviços". Uma das primeiras experiências desse serviço completo pode ser na América Latina, a depender de um contrato em negociação. "Chamamos essa solução de Network as a Service, e acreditamos que diferentes operadoras possam inclusive compartilhar a mesma infraestrutura e serviços para reduzirem ainda mais os custos". Um dos focos também são as empresas de gerenciamento de torres, que também caminham cada vez mais para um modelo de provimento de serviços, mas não tem a estrutura de rede nem conectividade.

O problema das soluções por satélite era o custo da conectividade, mas segundo Watko o desenvolvimento dos satélites HTS já está provando que é possível chegar a preços competitivos. Nos próximos anos, com a chegada dos satélites da frota O3b M-Power e do SES 17, os custos devem cair ainda mais e até lá a empresa tem fortalecido sua estrutura para atender mais com serviços e não apenas com capacidade. "Os sete satélites M-Power terão uma rede completamente nova de gateways, analytics e novas soluções de instalação com antenas flat e integradas com os satélites GEO", diz. "Nossa estratégia de prover serviços é de longo prazo e estamos nos preparando para o ambiente de 5G. Estamos envolvidos desde o começo com o desenvolvimento da padronização e das definições de espectro, com a Aliança 5G nos EUA, e pesquisas em várias regiões. Acho que conseguimos mostrar que é possível ter soluções end-to-end que envolvam parte da rede em satélite". Segundo Watko, agora é a definição de modelos de negócio, e certamente os satélites terão um papel importante em conectar os sites 5G e em prover a conectividade em ambientes móveis, como aviões, trens e navios.

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